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24.8.09

Julgar


Existem tópicos que são polêmicos por natureza. Os problemas que as pessoas possuem em se relacionar com o diferente (xenofobia, homofobia, preconceito, discriminação, bullying etc.) fazem parte desse grupo.
Dizer que tudo isso é burrice e que todos são iguais já é refrão popular, ou seja, a teoria todo mundo já sabe. O problema é a prática.
É muito difícil conviver naturalmente com certas situações. Uma prova disso é a convivência com homossexuais. Sabe-se que desde a Grécia Antiga já era muito comum o relacionamento principalmente entre homens, mas isso não fez com que se tornasse mais fácil conviver com eles. Qual avó que não tem vontade de tapar os olhos dos netinhos ao ver duas moças se abraçando mais carinhosamente ou dois homens andando de mãos dadas?
É normal termos receio de alguns comportamentos e de alguns estereótipos. As diferenças sempre existiram e os problemas que elas trazem consigo sempre existirão.
Alguns filósofos, sociológos e psicólogos dizem que o preconceito só vai acabar quando todos aprenderem a aceitar as diferenças. Eu discordo.
Sendo as diferenças a origem dos problemas, eles só acabarão quando elas forem ignoradas ou quando todos ficarmos cegos assim como em "Ensaio sobre a cegueira". A foto acima é do filme, nela temos Alice Braga e Danny Glover. O personagem de Glover, que já era cego, teme que a pandemia de cegueira passe e ele deixe de ser igual a todo mundo.

22.8.09

Vida efêmera


Existem momentos em que você tem que parar um pouquinho, fechar os olhos, deixar o véu da calma tomar conta da mente, deixar seu coração bater e sentir cada pedaço de você e de sua vida.


Existem momentos em que você tem que, humildemente, ajoelhar-se diante de suas imperfeições e erros e pedir perdão caso tenha causado algum mal. Repensar no modo como você trata os querido e os inimigos e quais são seus objetivos e prioridades.


Existem momentos em que você tem que agradecer fervorosamente por tudo o que você tem nesse instante e só nesse instante, porque no próximo, talvez você não mais o tenha.*

*link

Champignon

Estava no quarto, conversando online com alguns amigos quando ouço minha mãe me chamar. Sua voz soa imperativa e impaciente, trato de obedecer prontamente.
Ela então me pede para ir ao mercado que fica exatamente a uma esquina de minha casa e comprar um vidro de champignon. Um único. Uma perda de tempo! Ir ao mercado por um mísero vidro de champignon, mas é melhor obedecer e não contestar e de qualquer forma, ficará saboroso no strogonoff.
Desço pelos fundos, prefiro a escada ao elevador. Logo alcanço a rua e dou passos largos, ágeis e ritmados. Sinto o vento. Fresco, lambe meus cabelos. Posso ouvir um murmúrio distinto de pessoas a conversar e vultos de carros. É a cidade, um caos só!
Ainda há beleza na cidade, pode-se extrair graça do concreto. O problema é que na cidade as pessoas não param para absorver os detalhes, pois estão cheias de pressa, diferentemente do que acontece quando vão para o campo ou para a praia. O ponto é que passamos tão depressa e não nos damos tempo para admirar as pessoas e os lugares. Eu sou assim.
Voltando ao ágil caminhar, começa a me lembrar de uma música. Uma dessas que se toca em baladas e agora soa como uma trilha sonora de minha ida ao mercado. Incrível!
Chego, busco pelo vidrinho. Sim, no diminutivo para ficar mais bonitinho. E no diminutivo também pelo vidro ser bem pequenino. Ah, que encanto! Era pequeno e gelado. Único, único mesmo, não havia outras opções de champignon.
Pego-o com cuidado, sinto-o na minha mão e examino cada sensação que ele me causa em uma fração de segundo. Isso tudo para compensar a minha pressa e não olhar ao meu redor.
Levo-o para o caixa. Tem fila. (definamos fila: um bando de gente, um atrás do outro esperando. Sinônimo: pura incompetência! Se fossem competentes, não haveria fila, não permitiriam que algo assim acontecesse) Espero, aguardo, espero mais um pouco.
Agora devo pausar a história e explicar o sentimento que fervia dentro de mim, de cima até embaixo, de um lado para o outro, duas vezes: POR QUE DEMORAR TANTO PRA ATENDER AS PESSOAS? Eu só quero voltar pra casa e continuar aquela conversa interessante! Qual é o problema com isso? Por quê? Por quê? Por que não podem simplesme... “PRÓXIMO!”
YES! YES! YES! Meu coração até bate mais forte agora, vou me livrar dessa tortura, estou indo de volta pra casa!
Quão sublime é a volta, mau pude me lembrar de pôr algo pra tocar.




- n consegui acabar, n é um bom dia pra escrever

18.8.09

Acontece

Revendo algumas reportagens sobre gravidez na adolescência, uma situação é muito comum. Tão comum que chega a parecer combinado. Se os repórteres perguntam como que ela engravidou, ou melhor, como elas deixaram que isso acontecesse, a resposta é sempre a mesma: ACONTECEU.
Como assim "ACONTECEU"? Quebrar um copo acontece, tropeçar na rua acontece, perder a hora de manhã também acontece. Não usar camisinha NÃO ACONTECE.
Por falar nisso, "acontecer" é um dos grandes problemas nosso Brasil. Ficar com o troco que a moça do caixa do supermercado deu a mais acontece. Esquecer de devolver o dinheiro que pegou emprestado do cunhado acontece. Pegar uma ou duas notas do caixa da empresa acontece. Desviar um ou dois milhões de obras públicas acontece...
O que não acontece, mas deveria acontecer, é que as pessoas se concientizem sobre os seus atos e aceitem uma explicação muito mais aceitável do que "aconteceu". Já passou da hora de adolescentes grávidas, usuários de drogas, traficantes, assassinos, políticos, ladrões (leia-se também sem a vírgula) dizerem para todos nós: A CULPA É MINHA.
Nem um acontecimento que possa nos trazes consequências acontece. Em cada segundo do nosso ato "ilícito" nós sabemos que as consequências existem e virão.

17.8.09

Simplicidade

Acredito que as pessoas sejam infelizes, incompletas e estressadas por vários motivos, mas, pra mim, o maior de todos é esse aqui: não dar valor para as coisinhas pequenas.
Não, não quero que você se torne Pollyanna* e agradeça pelas flores branquinhas na janela do vizinho. Na verdade, é só parar e pensar um pouco...
A maior parte das meninas são, além de burras, inconsequentes: sexo com todos e nem cobram por contrair doenças e de brinde, aqueles nomes lindos. Soa tão bobo, mas será que ninguém sente falta do tempo em que andar de mãos dadas era motivo para sorrir a semana inteira?
Pra quê tantos joguinhos e tanto orgulho nos relacionamentos? Por que correr atrás de alguém? E pior: por que fazer correr atrás de você sem nada querer com quem tanto lhe adora?
Sinto que cada dia mais precisamos de motivos maiores e melhores para nos fazer sorrir, para nos dar uma sensação boa. Agora acredite: essas sensações passam e aí você tem que procurar algo maior e melhor, bem como andar em uma montanha-russa várias vezes. A primeira vez é sensacional, a segunda também, mas depois da sétima já fica chato e você vai em busca de outras emoções.

- Mais do que somente no romance, o que você anda buscando?

Andam dizendo que a
simplicidade está perdida...

* Pollyanna é uma personagem da autora Eleanor H. Porter, publicado em 1913. Ela tende a ver o lado positivo em absolutamente todas as situações.

15.8.09

Andam dizendo...

... que o mundo está de pernas pro ar.

 
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