(Percy Jackson and the Lightning Thief). EUA, 010. Direção de Chris Columbus. Com Logan Lerman, Brandon T. Jackson, Catherine Keener, Pierce Brosnan, Steve Coogan, Rosário Dawson, Kevin McKidd, Joe Pantoliano, Alexandra Daddario, Sean Bean e Uma Thurman. Fox. 119 min.
O filme é baseado em uma série de livros escrita pelo americano Rick Riordan, professor de mitologia grega que inventou as estórias para colocar o filho pequeno para dormir.
Trata-se da história de Percy Jackson, um adolescente que descobre ser um semi-deus filho de Poseidon. Uma espécie de Hércules contemporâneo.
O diretor é o mesmo dos primeiros dois filmes da saga de Harry Potter (Pedra Filosofal e Câmara Secreta) e foi produtor do terceiro (O Prisioneiro de Azkaban). Por isso mesmo houve uma expectativa muito grande para que o semi-deus seja sucessor do bruxinho.
A produção é quase impecável. O elenco é afinado, os efeitos são ótimos e o roteiro, apesar de não ser dos melhores, não é de se jogar fora.
Acontece que o filme, como um todo, não tem a força de Harry Potter. A história é contemporânea demais – tem até Lady Gaga na trilha sonora! – , a história de J.K. Rowling é universal, contempla qualquer época. A história de Percy também é muito mais próxima da realidade.
HP tem um universo próprio, uma realidade própria totalmente inalcansável por nós, trouxas. Percy Jackson acaba sendo um herdeiro de alguns longas de aventura dos últimos tempos como Viagem ao Centro da Terra e A Lenda do Tesouro Perdido.
Percy Jackson (quem assistiu ao filme sabe) não é o ladrão de raios, muito menos o ladrão do posto dos bruxos de Hogwarts. Entre os candidatos a sucessores dessa história (inclui-se aí As Crônicas de Nárnia), o mais bem sucedido em termos de público é de fato A Saga Crepúsculo, embora seja muito inferior a todos os outros.
Resta-nos acompanhar o desenvolvimento dessa série e ver se o filho de Poseidon consegue fôlego para superar o bruxinho mais amado da história do cinema.