André Forastieri é o tiozão pop da internet brasileira. Clique na imagem para visitar o blog dele no R7.com
O Dia dos Namorados está chegando, e você não tem ninguém para passar esse dia com você? Eu também não.
Não, não vamos chorar. Sempre resta uma esperança. No caso, 5. Vamos listar cinco dicas para a gente desencalhar!
Atenção! Esse post não tem a mínima credibilidade. Afinal, se o autor fosse capaz de dar dicas, não estaria choramingando por estar encalhado.
1. Vá pra balada! Tuts-tuts tuts-tuts!
Baladas são locais interessantes para conhecer pessoas. Bares e boates estão lotados de gente interessante. Entretanto, se você está encalhado é porque as pessoas interessantes não estão interessadas em você. Nesse caso, as baladas também estão cheias de pessoas feias e sem auto-estima que, depois de bêbadas, adorarão bater um papo com você.
2. Peça ajuda a um profissional
Você tem um(a) amigo(a) que pega todo mundo? Peça ajuda a ele! Com certeza as dicas dele(a) serão melhores que as que você está lendo agora.
3. Use a internet
A Internet é, com toda certeza, o lugar onde as pessoas encalhadas e mal-amadas se encontram – Estamos aqui, não?.
Use todo o seu dom da paquera virtual. Finja ser o que você não é. Todas essas estratégias fazem você parecer a pessoa mais interessante do mundo e todas as mocinhas vão cair ao seu mouse.
4. Aprenda cantadas novas
Se você ainda não conseguiu pegar ninguém, é porque você não sabe passar aquele xaveco… Não se preocupe, porque o MAIOR PEGADOR DO BRASIL ensina.
5. Recorra a mandingas

Nenhuma dessas dicas deu certo? Sério?! Sua situação é pior do que eu pensava – só não é pior que a minha.
Nesse caso, você pode tentar fazer umas simpatias para arrumar um amor.
Essas são minhas dicas. Foram elaboradas seguindo nenhum tipo de critério e não tem garantia nenhuma de que vão dar certo. Na verdade, provavelmente elas não darão.
Preparem-se! O Dia dos Namorados está chegando e vai ser especial aqui no blog. ;P
É divertido pensar que, ao mesmo tempo em que nós presenciamos o surgimento de ídolos pop como Lady Gaga e Black Eyed Peas, formas tradicionais de música também cresçam – com algumas modificações, é claro.
Nessa história toda, surgiu o tal do Sertanejo Universitário. Uma mistura de viola com bateria e guitarra.
Podem falar o que quiser, mas que um sertanejo é divertido e bom de dançar, é… Aí vai uma playlist com músicas dessa vida interiorana.
#2 João Mineiro e Marciano – Seu amor ainda é tudo
#3 João Bosco e Vinicius – Chora, me liga
Tem dias que a gente acorda de bom humor e pra combinar com o estado de espírito, só uma trilha sonora alto astral. Então aí fica a sugestão de cinco músicas nesse estilo positivo.
– Alejandro Sanz feat. Alicia Keys
Happy Hour
– Ligabue
– Jamie Cullum
So Nice
– Bebel Gilberto
– Marisa Monte
E como todo bom humano, nem sempre estamos sorrindo à toa, por isso selecionei mais duas músicas que prometem agitar o seu dia.
A primeira é uma miscelânea de francês com inglês, no melhor estilo rebelde, enquanto a segunda é bem brasileirinha, pura farra!
Radio Song – Superbus
Saideira – Skank
Breve e sincera dedicação às presentes e futuras Mães por possuirem dentro de si o poder único de dar vida.
O poder único de amar incondicionalmente, manter uma fé imensurável em nós, filhos ingratos que erram sempre e ter os olhos marejados ao nos ver dando pequenos passos em direção aos braços de uma nova mãe: a vida fora de casa.
Parabéns a todas as Mães que criam filhos com devoção como se fossem para sempre seus, apesar da certeza de que os cria para o mundo.
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“O que mais um filho deseja de sua mãe é o amor e o que mais uma mãe deseja de seu filho é a felicidade”.
- Adeilde Barros
Hora do lanche com as crianças que foram até o Museu de Arte Moderna do RJ. Em fila, todos educadinhos, cada um pega o seu pão e vai sentar para comer.
Uma mãozinha puxa a barra da calça do tio Josias e diz:
- Tio, posso pegar mais um pão?
Claro que podia! A menina ganhou mais um pão. Um pão? Ela tinha uma barra de ouro nas mãos. Um presente? Não, muito mais. Um prêmio. Um prêmio muito valioso, algo que ela não esperava receber.
As lágrimas escorriam como dois rios pelas maçãs do rosto. Os olhos apertados do choro, as mãos segurando o pão como se fosse de cristal.
Mais um pão! Por ter ganho mais um pão, a menininha soluçava de emoção. Mais um pão…
Quanto custa um pão? Quanto custou a felicidade daquela menina? Quanto custa a nossa felicidade?
É engraçado comparar duas artistas tão diferentes. Embora as duas tenham nascido na Inglaterra, M.I.A. tem família oriental e foi criada no Sri Lanka. Lily Allen é uma típica londrina: branquinha, na moda, e por aí vai.
M.I.A. lançou na semana passada um videoclipe da música Born Free, repleta de referências a ícones pop de umas duas ou três décadas passadas e com uma crítica implícita a atuação norte americana no oriente médio.
Lily tem uma música na novela das 8. A canção fala sobre uma garota de quase 30 anos sem perspectivas de vida. Seu maior sucesso é sobre o prazer que ela sentia em ver o ex-namorado sofrer.
Parece cômico. A Docinho-de-coco-londrina parece amadora perto da rebelde política. A questão é o universo em que elas estão.
Enquanto uma parece totalmente alienada, a outra soa como embaixadora da paz no mundo. Nada a ver.
Lily faz música para retratar a sua realidade. Ela não tem soldados andando pela rua e matando pessoas inocentes. M.I.A. não dá a mínima para a futilidade das menininhas britânicas que sofrem de anorexia nervosa. Liga menos ainda para o partido conservador britânico explicitamente homofóbico.
De longe, os problemas do universo de M.I.A. parecem tão maiores, mas eles são tão pequenos quando nos deparamos com o mundo de Allen perto de nós. Vai me dizer que você liga para a invasão do Iraque quando pega seu namorado com a vizinha na cama?
O melhor de tudo é ver que o universo egoísta produz uma música de qualidade muito superior, com críticas ácidas à sociedade do mundo desenvolvido e trata de temas universais.
Mandar George Bush se foder não é tão impactante quanto filmar um corpo se despedaçando ou um menino levando um tiro na cabeça, mas faz muito mais sentido para o meu infinito particular.
Sun is in the sky, oh why would I want to be anywhere else?
Post levemente inspirado no blog do André Forastieri, o tiozão mais PoP da blogosfera.
Os personagens malucões do Johnny Depp se reuniram para o chá. Os nomes da esquerda para a direita:
Jack Sparrow de Piratas do Caribe.
Mort Rainey de A Janela Secreta.
Benjamim Barker/Sweeney Todd em Sweeney Todd
Chapeleiro Louco de Alice no País das Maravilhas
Willy Wonka de A Fantástica Fábrica de Chocolate
Edward de Edward Mãos-de-tesoura
Coisa do Alexandre Matias no Trabalho Sujo.
Eis que Josias decidiu levar um grupo de crianças carentes de um morro em que ele faz trabalho voluntário lá na Cidade Maravilhosa ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Crianças pequenas, 6 ou 7 anos no máximo. Todas muito pobres, vivem no Rio de Janeiro, mas, assim como os paulistanos, levariam uma hora para ir de casa até a praia.
Estavam lá no museu, “observando” as obras do acervo e tal, quando Josias percebeu que as crianças se empilhavam em cima de uma janelinha que dava vista para o lado de fora do museu.
Querendo saber o que acontecia, ele foi até elas e descobriu o motivo de elas estarem tão agitadas.
- Olha, tio. Olha, tio. O mar!
Aquelas crianças nunca tinham visto o mar. Moram no Rio de Janeiro, uma cidade conhecida mundialmente pela beleza de suas praias, a terra da garota de Ipanema que caminha num doce balanço a caminho dele. Elas não o conheciam.
O mar pode estar bem na nossa frente. É possível que alguém esteja pulando, sinalizando, gritando para fazer com que nós vejamos o mar. E nós simplesmente nos recusamos.
Aquelas crianças nunca tiveram a oportunidade de ver o mar. Vamos deixar cuidado para não ignorar o mar, que está bem na nossa frente.

