Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

22.2.11

Talento e competência reconhecidos

 

Mariana Ferrão é uma jornalista formada pela PUC de São Paulo. Começou a carreira televisiva na Band, foi repórter e moça do tempo. Cobriu a Copa do Mundo de 2006, os Jogos Pan-Americanos de 2007 e foi âncora do principal jornal da emissora.

Em 2008, Mariana foi para a Rede Globo. Deixou de lado o glamour do estúdio e voltou às ruas como repórter. Algum tempo depois, passou a ser apresentadora do programa Globo Mar, junto com Ernesto Paglia. Mariana também foi repórter de um quadro do Fantástico, o queridinho da emissora.

Dia 21 de fevereiro, ela estreou no cargo de apresentadora ao lado do jornalista Fernando Rocha o matinal Bem Estar. Mariana tem talento e é competente, por isso a Globo apostou as fichas nela para recuperar a audiência que Ana Maria Braga e TV Globinho perderam para o Hoje em Dia (Record) e para os desenhos do Bom Dia & cia. (SBT) e parece estar sendo bem sucedida: garantiu a liderança nos dois primeiros programas.

É muito gratificante poder ver o crescimento de uma pessoa talentosa e competente. Pena que às vezes esse talento acabe gerando ciumeira (é o que dizem as fontes da fofoqueira Fabíola Reipert).

20.2.11

O que é importante para cada um

Quando eu comecei o blog, meu objetivo era utilizá-lo como meio de expressão da opinião dos adolescentes. Parti do princípio de que a relevância de um assunto muda de um grupo para o outro. O fim de uma banda pode parecer bobagem para alguns, mas ser o evento mais triste da história da humanidade para os fãs.
O deputado federal Jean Willys, defensor da causa LGBT, mal começou o seu mandato, mas já está concentrando seus esforços na luta para aprovar leis que tratem desse público (anti-homofobia, regularização dos direitos civis de casais homoafetivos, etc.). Ontem mesmo ele participou, com a senadora Marta Suplicy, de uma marcha na Avenida Paulista, onde ocorreram vários casos de ataques homofóbicos no ano passado.
A respeito do trabalho do deputado, foram publicados os seguintes tweets:

Carissimo #Jean Wyllys,vá lutar por direitos a saúde,cidadania,escolas, lazer e esporte para os mais carentes DEIXE DE PUTARIA NO CONGRESSOless than a minute ago via web

@Hupsel @diegomaia @foradeorbita se ofederam-se,pensem que mais importante que qq questão sexual é a saúde e miséria deste País.Apenas isso.less than a minute ago via web
Kadu, talvez os direitos dos cidadãos LGBT lhe pareçam putaria, porque você pode passear com a sua esposa sem correr o risco de ser acertado com uma lâmpada fluorescente, porque pode ter um plano de saúde familiar, pode ter quantos filhos quiser, e porque sua esposa teria direito à pensão caso alguma fatalidade lhe ocorresse.
Como eu disse, existem outros assuntos muito relevantes, mas o Deputado Jean Wyllys foi eleito principalmente por esse público. Há outros lá que, espero eu, estejam lutando pelos fatores que foram listados.
No final das contas, faltou apenas a prática daquele velho “colocar-se no lugar do outro” e reconhecer que esse tópico também é importante, assim como a miséria, a fome e o sistema de saúde.

19.2.11

O filme em que o cara arranca o próprio braço (127 Horas)

Este texto contém spoilers, ou seja, revela características e passagens do filme que você talvez não queira saber antes de ir ao cinema. Nada exagerado, mas pode acabar com algumas surpresas interessantes. Não me culpe se você o ler e isso acontecer.

127-hours

Dirigido por Danny Boyle (ganhador do Oscar por Quem quer ser um milionário?), conta a história do aventureiro Aron Ralston (James Franco de Milk – a voz da igualdade), que fica com o braço preso em uma rocha por 5 dias. É exatamente esse período que é retratado, desde o momento da queda até o seu resgate, após cortar o braço fora com um canivete cego.

Gostei bastante da fotografia, que se aproveita do ambiente ensolarado em que a história se passa. Os momentos em que a personagem conversa com a câmera que havia levado na bagagem são especialmente interessantes, rendendo a melhor cena do filme (um talk-show em que ele é o entrevistado e o entrevistador).

A película tem uma estrutura narrativa que lembra o filme anterior do diretor, fazendo digressões sustentadas pela memória e pelos delírios de Aron e expandindo o cenário do filme para o interior do aventureiro. Os flashbacks poderiam ser utilizados para caracterizá-lo melhor, mas acrescentam muito pouco à sua descrição.

 A verdade é que o grande trunfo do filme e o maior motivo para levar o público aos cinemas é a cena da retirada do braço. O diretor conhece esse fato e, por isso, brinca com o espectador, dando falsas evidências de que a cena finalmente vai acontecer, mas adiando-a para o final. O roteiro é muito inteligente, exatamente por trazer esse tipo de surpresas.

A tão falada cena, aliás, é bem sangrenta, mais longa do que o necessário, talvez para não decepcionar quem foi atraído justamente por ela. A duração e a maneira como a amputação é mostrada podem mesmo causar náuseas e até fazer com que os mais sensíveis desmaiem.

O clima claustrofóbico poderia ter sido trabalhado de uma maneira mais eficiente, mas esse não parece ser o objetivo do diretor.

Há ainda alguns pontos nebulosos, como a aparente calma de Aron, a ausência de dor e a falta de um telefone celular (mesmo sem sinal, você tentaria dar uma olhada, não?).

De uma maneira geral o filme é muito bom. Roteiro interessante, um ótimo ator que aguentou bem esse quase monólogo, efeitos especiais bem utilizados, ótima montagem. Dos concorrentes ao Oscar, me parece que ele e A Origem são os únicos que trazem um certo frescor. Admito que chorei nas últimas cenas.

Um texto grande para dizer o seguinte: vale o dinheiro da entrada e de um pacote jumbo de pipoca (mas se eu eu fosse você, passaria o ápice do filme de barriga vazia).

 

Trailer:

Sobre trotes, em especial o da ECA

 

Incorporei aí em cima a página do Guia do Estudante em que há algumas fotos do trote dado pelos veteranos aos calouros na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, porque fiquei bastante incomodado com os comentários.

Existem sim trotes violentos e bem babacas. Quem nunca cruzou com bixos pedindo dinheiro no farol cobertos de tinta, lama e, às vezes, até fezes? Tem gente que gosta de bater, amarrar em poste e o caramba a quatro, pelo menos é o que dizem.

O trote na ECA, ao contrário disso, foi o mais inofensivo e divertido que poderia ser. Ninguém foi obrigado a fazer absolutamente nada. Ser pintado, beber, cortar o cabelo: tudo por livre e espontânea vontade.

Agora, correndo o risco de ser bastante idiota, eu finalizo: só reclama do trote da ECA quem nunca passou na USP. No momento em que eu vi meu nome na lista, eu pularia numa piscina de tinta se tivesse uma por perto.

Quem reclama e acha que trotes inofensivos como esse são idiotas não sabe como é a sensação de entrar em uma das universidades mais concorridas do país e ser recepcionado pelos seus veteranos, que fazem com que você já se sinta em casa, mesmo antes de estudar de fato.

Eu mesmo, antes de ser aprovado, morria de medo do trote, odiava essa história de raspar o cabelo e ser pintado, mas estou escrevendo agora com dois milímetros de cabelo e um avatar cheio de guache verde no twitter (@WellRafael).

Estou feliz de ter ido à matrícula e quero fazer com meus calouros do ano que vem o que fizeram comigo: dar as boas-vindas do modo mais divertido possível.

18.2.11

O Discurso do Rei

Dizem que toda cerimônia do Oscar que se preze tem que ter um bom longa inglês brigando pelas principais estatuetas. Em 2011, essa vaga está ocupada por O Discurso do Rei, que se tornou o favorito na disputa, deixando para trás A Rede Social.

O filme conta a história do Duque de York, que se torna o Rei George VI pouco antes do início da Segunda Grande Guerra. Ele assume o trono depois da morte do pai e da renúncia do irmão mais velho.

O enredo se concentra em sua gagueira, que o coloca diante da questão: Como inspirar confiança no povo sem ter firmeza ao discursar?

Após fazê-lo passar por todos os tipos de terapia, sua esposa encontra uma espécie de fonoaudiólogo sem credenciais, Lionel Logue, que acaba se tornando um grande amigo do monarca.

O grande alvoroço sobre esse filme talvez esteja no fato de que ele reúne técnica suficiente para torná-lo artístico sem resultar pretensioso ou chato. Os maiores responsáveis pelo sucesso são, provavelmente, o elenco e a trilha sonora, que se destacam na lista de grandes qualidades desta produção do diretor Tom Hooper (da minisséria John Adams).

O filme ainda traz diálogos brilhantes, enquadramentos inconvecionais mas não inconvenientes e bela fotografia, tradicional de filmes de época.

Destaque especial para Colin Firth, que provavelmente vai ganhar o Academy que deveria ter recebido no ano passado por O Direito de Amar, Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush, por quem é difícil ter simpatia, mas que consegue conquistar o público.

 

Olha quem se tocou que está crescendo, amigos

Eu costumava ser mais legal. I'm kinda growing up.less than a minute ago via Twitter for iPhone

 

Desde o final da escola, passaram-se quase três meses e eu chego a ficar assustado com o quanto as coisas mudaram desde então. Fiz 18 anos, entrei para a faculdade, comecei a trabalhar, vou começar a tirei a carteira de habilitação e me alistei no exército.

De repente, eu me toquei que essa avalanche de coisas que a maioridade nos obriga a fazer acabou tendo como resultado uma versão um pouco diferente de mim: um pouco mais chato, bem mais mais maduro.

Semana que vem começa a vida de universitário. Veremos o que mais esse ano de 2011 me reserva. Enquanto isso, vou vivendo assim meio chato, achando que estou maduro, mas ainda bastante verde (culpa dos veteranos que pintaram até meu ego).

13.2.11

Só uma mordidinha

Em agosto do ano passado, eu publiquei um post reunindo links de vampiros. Acontece que eu não gostei da maneira como eu o diagramei/formatei as imagens. Por isso refiz o post. Os links são os mesmos (exceto alguns novos), e o conteúdo é variado (tudo sobre vampiros). Tem vídeos, reviews de filmes, páginas de seriados, fotos, texto e por aí vai. Se eu não me engano, o meu link favorito está em algum lugar da quarta linha.

Divirta-se e tenha cuidado com o seu pescoço.

10.2.11

Cristina M., descontrolada e encarcerada

 O barraco da semana foi protagonizado pela ex-modelo Cristina Mortágua. O filho foi a uma delegacia do Rio registrar uma queixa de agressão contra ela, que entrou na delegacia, tentou agredir os filhos e, completamente descontrolada, agrediu os policiais e a delegada. Resultado: foi presa sob uma dezena de acusações.
 Em março de 2010, ela foi intensamente criticada por fazer um ensaio sensual com esse mesmo filho e, inclusive, dar um beijo na boca dele. Aqui o vídeo do Jornal da Record, mas o post no Te Dou um Dado vale o clique.


 É para se pensar seriamente o que acontece com essa mulher, né? Vamos enumerar os acontecimentos:

  1. Faz ensaio sensual com o filho adolescente.
  2. Dá beijo na boca no filho adolescente durante ensaio sensual.
  3. Agride o filho adolescente.
  4. Agride todo mundo na delegacia.
  5. Justifica a agressão ao filho com: "Ele é gay.
 A lista poderia ser maior, mas acho que já é o suficiente, não? Tem algo de errado com essa senhora.

  Vale a pena conferir também o que o Eduardo Marini já comentou sobre os casos.

8.2.11

Já posso parar de mimimi

 Meu nome tá lá. Lá na lista.
http://www.fuvest.br/vest2011/chamada1/22551111.html
 Completinho. O último nome da lista, por ordem alfabética. Agora eu sou blogueiro EEEEE estudante de jornalismo da ECA/USP.

6.2.11

A sensação de vestibulando esperando a lista de aprovados

 As aulas estão começando. Bem, pelo menos para boa parte das pessoas. As minhas talvez já tenham começado. Digo talvez porque me dou o luxo da dúvida. Se a dúvida é um luxo ou não é também uma incerteza, já que ela prolonga, ao mesmo tempo, a esperança e a angústia.
 Caso alguém me perguntasse o que eu tenho a dizer sobre o que eu estou sentindo agora, eu diria que não é justo que alguém que tenha dedicado (pelo menos um pouco) à escola sinta isso. Daqui a dois dias, se eu não passar, e alguém fizer a mesma pergunta, eu com certeza direi que quero que voltar dois dias e permanecer nesse estado de limbo.
 Ser vestibulando é uma situação arriscada, controversa. Só resta torcer, rezar e alimentar a [ainda viva] esperança.

Momento (histórico?) da música na tevê

 Não tem como não ligar Sandy à "Abre a porta, Mariquinha". Já faz muito tempo que ela não canta mais nenhuma música sobre Power Rangers ou com o irmão. Ouvi todo tipo de comentário sobre ela: "tem a voz feia, mas é bem treinada", "é insuportavelmente convencida" e por aí vai. Só achei que este momento dela com Gilberto Gil tem algo de especial e mostra a maturidade que ela alcançou.

5.2.11

Cisne Negro: sensações e exagero.

Assistir a Cisne Negro em tela grande e sala cheia é uma experiência completamente diferente. Prova de que o download de filmes não substitui o prazer real de ver cinema. O fato de já conhecer a história, as cenas, os pontos-chave do filme também me ajudou a saber o momento exato em que eu deveria parar de reparar no filme e prestar atenção nos espectadores.

A reação do público confirma o que a crítica especializada já divulgou: pode ser que atraia muitas mulheres, mas esse não é o seu público (quatro senhoras saíram da sala no meio da película). Engana-se, portanto, quem imagina que essa é uma história sobre balé ou sobre uma bailarina. Na verdade, o diretor Darren Aronofsky nos carega lentamente para dentro da personagem, de maneira que nós passamos a viver como a própria Nina, sofrendo, nos assustando e nos surpreendendo com as pegadinhas que sua própria mente faz. Exemplo disso é a sequência do camarim, durante a apresentação do balé.

A repulsa feminina talvez se dê pelo tom imparcial que o diretor dá ao filme. Nina não é posta como uma pobrezinha e não encontramos verdadeiros vilãos. Os problemas psicológicos da protagonista, brilhantemente interpretada por Natalie Portman, que deve levar o Oscar, são anteriores a ser escolhida para dançar a Rainha Cisne,  protagonista de O Lago dos Cisnes. Percebe-se pelas marcas de arranhões* nas costas. O diretor da companhia cobra a frágil bailarina da mesma maneira que cobraria se fosse outra em seu lugar. Lily, a dançarina que Nina acredita querer roubar seu lugar, tenta se aproximar dela e até se tornar sua amiga. Enfim, as personagens e as situações são ambíguas justamente para demonstrar a confusão psicológica da personagem.

Na verdade, tudo isso eu já havia percebido da primeira vez que assisti ao filme e revê-lo apenas reafirmou essas opiniões. O que fica mais evidente na tela gigante é a transformação física de Nina no cisne negro. Nesse ponto, concordo com o que Luiz Zamin Oricchio disse ontem no Estadão, que é um exagero desnecessário. O diretor poderia ter deixado nas entrelinhas. Exceto a cena da transformação no palco, os outros momentos que mostram uma transformação física são completamente desnecessários.

Pontos negativos à parte, Cisne Negro é a representação de como a temporada – que parecia estar fraca – surpreendeu de última hora e tornou a corrida para os Academy Awards extremamente acirrada. Junto ao filme de Aronofsky, também são concorrentes dignos O Discurso do Rei, A Rede Social, A Origem, Toy Story 3 e 127 Horas. (Veja todos os indicados)

*nas legendas, a tradução de “scratch” escolhida foi “coçar”, quando a mais apropriada seria “arranhar”.

 

Andam Dizendo:

4.2.11

Mundo, olá! ¡hola! hello! hallo!

 A motivação para a gente viver são os nossos objetivos. Ficar rico, formar uma família, encontrar a famigerada “felicidade”. Dependemos do estímulo de correr atrás desses objetivos, até porque uma vida completamente realizada não tem razão para existir. Esse é um deste texto.
 Exatamente agora, eu tenho várias motivações. Uma delas é ir passar um tempo fora em janeiro do ano que vem. Que seja só durante as minhas férias, mas eu gostaria de viajar um pouco, conhecer mais lugares, mais culturas. É claro que eu estou pensando no exterior: Londres, Madri ou Munique, para ser mais exato. Enquanto essa oportunidade não chega, eu vou tentando descobrir outros mundos aqui mesmo em São Paulo.
 No dia 2, eu fui até a USP fazer uma prova  e acabei descobrindo gente muito bacana. A Patrícia, por exemplo, uma menina linda do 3° ano de história, que fez o gigantesco favor de me guiar até o prédio de Letras. O Guilherme e uma amiga (não lembro o nome), dois futuros filósofos, muito inteligentes que bateram um bom papo comigo na porta da sala dos exames.
 É bom ver gente simpática, divertida assim. Acabei de me lembrar da atendente de loja mais simpática do mundo, que eu conheci lá em Orlando, a Sophie. Enfim, existe tanta gente bacana em tantos lugares. Dá vontade de conhecer todo mundo, todo o mundo, todos os mundos.
 Quais mundos você conhece ou tem vontade de conhecer?

1.2.11

Oscar em versão mini

O Portal americano AOL fez uma “refilmagem” dos filmes que concorrem ao Academy Award de melhor filme, entretanto, os atores principais foram criancinhas, que além de representarem, deram um toque infantil ao roteiro. Dá uma olhada:

A Rede Social – The Social Network

Cisne Negro – Black Swan

No Blog da Revista Movie, você pode ver também os remakes de “127 horas”, “O Discurso do Rei” e “O Vencedor”. [link]

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Blogger Templates