24.5.11
19.5.11
Fechando para balanço.
Sim. O título é explicativo. O blog ficara inativo por algum tempo (não muito) e depois passará por reformas. Nada preocupante. O Andam Dizendo nasceu de um sentimento. O problema é que sentimentos variam. E o blog ficou variando, indo pra lá e pra cá. Perdido nas minhas vontades até que se tornou algo amorfo (e eu sempre tive nojo de coisas sem forma).
O AD fecha para balanço, mas retorna logo. Com definições. Com layout decente. Com textos novos frequentemente.
Eu continuo acessível, on-line e escrevendo. Por enquanto, no twitter (@WellRafael), no trabalho www.piucomunica.com.br e no Motim.
Abraços,
Wellzinho.
O AD fecha para balanço, mas retorna logo. Com definições. Com layout decente. Com textos novos frequentemente.
Eu continuo acessível, on-line e escrevendo. Por enquanto, no twitter (@WellRafael), no trabalho www.piucomunica.com.br e no Motim.
Abraços,
Wellzinho.
14.5.11
Escondido pode?
Publicado na secão "Opinião" do jornal laboratorial "Notícias do Jardim São Remo".
O programa CQC exibiu no dia 28 de março uma entrevista com o deputado Jair Bolsonaro (do Partido Progressista). Ele fez uma série de comentários revelando sua postura de defensor da volta da ditadura militar, racista e homofóbico.
Todos os que acompanharam o programa ou a sua repercussão – o vídeo da entrevista está no YouTube – ficaram indignados. Centenas de pessoas protestaram e fez-se a maior barulheira, principalmente na internet.
Deixando isso um pouco de lado, o galã interpretado por Lázaro Ramos na novela das oito sofre rejeição. Em “Viver a vida”, Taís Araújo deveria ter sido a primeira protagonista negra do horário nobre, mas sua personagem perdeu espaço para a Luciana, de Alinne Moraes, de pele branca e olhos verdes. No programa “Amor&Sexo”, quatro jovens homossexuais disputam no ‘GayMe’ provas como arremesso de bolsa e corridas de salto alto.
Imaginar que um negro não serve para ser protagonista de uma novela ou que um homossexual é capaz de correr de salto alto são demonstrações de preconceito tão grandes quanto as de Bolsonaro no CQC. A diferença está na maneira como ele é mostrado.
O fato é que todas as formas de discriminação só sofrem repressão quando escancaradas. O preconceito quietinho e disfarçado passa em branco. É o jeitinho brasileiro afirmando que ‘escondido pode’.
O programa CQC exibiu no dia 28 de março uma entrevista com o deputado Jair Bolsonaro (do Partido Progressista). Ele fez uma série de comentários revelando sua postura de defensor da volta da ditadura militar, racista e homofóbico.
Todos os que acompanharam o programa ou a sua repercussão – o vídeo da entrevista está no YouTube – ficaram indignados. Centenas de pessoas protestaram e fez-se a maior barulheira, principalmente na internet.
Deixando isso um pouco de lado, o galã interpretado por Lázaro Ramos na novela das oito sofre rejeição. Em “Viver a vida”, Taís Araújo deveria ter sido a primeira protagonista negra do horário nobre, mas sua personagem perdeu espaço para a Luciana, de Alinne Moraes, de pele branca e olhos verdes. No programa “Amor&Sexo”, quatro jovens homossexuais disputam no ‘GayMe’ provas como arremesso de bolsa e corridas de salto alto.
Imaginar que um negro não serve para ser protagonista de uma novela ou que um homossexual é capaz de correr de salto alto são demonstrações de preconceito tão grandes quanto as de Bolsonaro no CQC. A diferença está na maneira como ele é mostrado.
O fato é que todas as formas de discriminação só sofrem repressão quando escancaradas. O preconceito quietinho e disfarçado passa em branco. É o jeitinho brasileiro afirmando que ‘escondido pode’.


18:11
Wellington Rafael