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18.3.11

A minha tigelinha de felicidade.

 

Agora eu posso dizer que entendo o que é ser amado. Não que eu só tenha me tocado disso agora, mas acho que esse é o momento para deixar registrado. Fui amado por dois olhinhos quase verdes que ficavam me encarando sempre com a mesma expressão: um quê de interrogação e outro de algum tipo de sentimento que eu nunca entendi muito bem, talvez uma mistura de esperança, amizade, confiança. Acho que era amor.

Eu sei que eu fui amado, porque eu ouvia as patinhas batendo contra o piso sempre que o chamasse, não importa em que situação. Eu sei que eu fui amado, porque eu tive a companhia e o carinho quando eu não mereci e mesmo quando eu não queria. Eu sei que fui amado, porque eu tive alguém que sempre ouviu o que eu disse e nunca discordou de mim, alguém que me deixou sentir o gostinho de estar certo mesmo quando eu estava errado.

O amor que você recebe de um ser humano é um amor meio torto, o tipo de amor em que você pensa na felicidade futura, mesmo que a tristeza momentânea seja um dos passos para se chegar até ela. E nesse sentido o ser humano é burro, porque a felicidade que a gente tanto procura nunca vai ser alcançada. A gente sempre vai querer mais.

Aquele cachorrinho era diferente. Ele buscava ser feliz a todo momento. Mesmo quando algo dava errado, ele a deixava de lado e passava a viver feliz o próximo momento. Assim, de gotinha em gotinha, ele pode dizer que a sua vida, apesar de curta foi um mar de felicidade.

Não sei se eu posso ser audacioso ao ponto de dizer que ele também me trouxe um mar de felicidade, mas, se não o fez, aproximou aquela tigelinha em que bebia água, que mesmo não sendo suficiente para me alegrar para o resto da minha vida, posso dizer que passei alguns dos momentos mais gostosos da minha vida.

Eu sei que eu fui amado, porque ele não tinha nenhuma outra opção. Ele simplesmente amou, porque era isso que se esperava dele. Sem dúvidas, o melhor amigo que eu já tive.

Espero que exista um lugar melhor para você, meu filho, porque você merece.

8.3.11

Mulher, mulher, mulher

Oito de março, dia internacional da mulher. Não tenho muita certeza, mas deve ser um dia para nós [re]pensarmos o papel da mulher na sociedade.

O fato é que a função delas mudou muito nos últimos tempos e estão cada vez mais próximas da igualdade com nós, os homens. Por isso, talvez elas mesmas devam aproveitar o dia de hoje para fazer uma tomada de consciência sobre o papel que elas mesmas têm se dado.

Você tem se deixado ser tratada como se fosse um pedaço de carne? Você admite que as pessoas a julguem menos capaz apenas por ser mulher? Você não exagera no feminismo, não?

Chatices à parte, o objetivo do dia é homenageá-las. Abaixo você vê o painel de links e o conteúdo deles está listado logo abaixo. Corre pra ver, porque hoje eu caprichei.

 

 

Agradecimento especial à @soaresnana que forneceu alguns dos links que estão aí.

7.3.11

Nossa cultura? Nossa mesmo?

  A palavra cultura tem muitos significados, que a associam desde o folclore até a produção artística erudita. É claro que um post não é um tratado de sociologia e eu não passo nem perto de ter conhecimento para isso, mas queria colocar uma questão em debate: até onde  a gente conhece e vive a nossa cultura?

Lembro que uma vez vi a Ticiane Pinheiro, filha da garota de Ipanema e esposa do empresário Roberto Justus, em uma entrevista logo após o final da versão brasileira reality-show Simple Life. Ela dizia algo mais ou menos como “Eles chamavam a carne, o peixe ou o frango de ‘mistura’…” em um tom como se isso fosse algo peculiar, mas é a realidade da maior parte dos brasileiros, não?

É claro que a sra. Justus cresceu em um universo completamente diferente do daquela família, mas me parecer estranho essa perspectiva exterior sobre algo que é cotidiano para a maior parte das pessoas que vivem neste país.

Será que nós não observamos o que seria a nossa cultura a partir de fora para dentro? Será que não acabamos nos transformando em turistas no nosso próprio território? Até que ponto a penetração da cultura de massa global não interefere na existência das nossas tradições?

Mais do que temas de estudos científicos, essas perguntas são bons pontos de para refletirmos e, quem sabe, nos envolvermos em algum tipo de projeto de proteção à nossa cultura, que pode ser que esteja sumindo.

6.3.11

Gente, eu virei um universitário

Era de se esperar. Depois que você é aprovado no vestibular e faz a matrícula, o próximo passo é ir às aulas e se tornar, oficialmente, um estudante universitário.

Passar para a maioridade já é uma senhora mudança. Começar a ir para a faculdade, então. Nem se fala. Uma dinâmica completamente diferente. Assusta? Um pouco. Acho que dá mais ânimo ainda no final das contas. Veremos o que vai ser, né?

Cenas dos próximos capítulos, ou melhor, manchetes das próximas edições.

Além de “O Doce Veneno do Escorpião”

Bruna Surfistinha o filme vai mais longe do que o  best-seller sobre o cotidiano da prostituta mais famosa do país.

 

Divulgação: Bruna Surfistinha, o filme

 

A garota de programa Raquel Pacheco, conhecida como Bruna Surfisitnha, movimentou a web com seu blog apimentado e as livrarias com a obra baseada em seu depoimento ao jornalista Jorge Tarquini. A história da moça chega agora aos cinemas para esquentar as telonas, mas serve também como veículo para retratar os altos e baixos da vida de uma garota de programa.

Raquel Pacheco era uma jovem de classe média de 17 anos que frequentou os melhores colégios de São Paulo. Como resultado de uma série de problemas com a família adotiva e com os amigos de escola, fugiu e descobriu nas “casas de massagem” uma alternativa para levar a vida.

O roteiro e a direção acertam a mão ao mostrar Bruna como uma mulher consciente das escolhas que faz e não retratá-la como vítima, vilã ou heroína. Bons enquadramentos, trilha sonora adequada e atuações quase sempre bem feitas fazem desse um filme superior à média dos filmes nacionais.

Há pecados, entretanto. Deborah Secco não parece ter sido muito bem conduzida na interpretação da jovem Raquel; o roteiro derrapa, não deixa claras as razões para que a jovem saísse de casa (leiam o livro, é impressionante o conflito familiar) e algumas cenas de sexo ultrapassam o limite do bom gosto e chegam a ser dignas do Multishow após meia-noite.

A parte final é especialmente boa, porque se expande muito além do universo do livro e mostra como o glamour subiu à cabeça de Bruna e a jogou a um ponto ainda mais baixo  de onde começou. O final tem um tom esperançoso bastante adequado.

Um filme bom no geral, mas que perde um pouco do valor pelos pequenos pecados. Vale a pena assistir, mas vá com pessoas com quem você costuma conversar sobre sexo sem pudor algum, senão pode ser que você fique constrangido.

 
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