A palavra cultura tem muitos significados, que a associam desde o folclore até a produção artística erudita. É claro que um post não é um tratado de sociologia e eu não passo nem perto de ter conhecimento para isso, mas queria colocar uma questão em debate: até onde a gente conhece e vive a nossa cultura?
Lembro que uma vez vi a Ticiane Pinheiro, filha da garota de Ipanema e esposa do empresário Roberto Justus, em uma entrevista logo após o final da versão brasileira reality-show Simple Life. Ela dizia algo mais ou menos como “Eles chamavam a carne, o peixe ou o frango de ‘mistura’…” em um tom como se isso fosse algo peculiar, mas é a realidade da maior parte dos brasileiros, não?
É claro que a sra. Justus cresceu em um universo completamente diferente do daquela família, mas me parecer estranho essa perspectiva exterior sobre algo que é cotidiano para a maior parte das pessoas que vivem neste país.
Será que nós não observamos o que seria a nossa cultura a partir de fora para dentro? Será que não acabamos nos transformando em turistas no nosso próprio território? Até que ponto a penetração da cultura de massa global não interefere na existência das nossas tradições?
Mais do que temas de estudos científicos, essas perguntas são bons pontos de para refletirmos e, quem sabe, nos envolvermos em algum tipo de projeto de proteção à nossa cultura, que pode ser que esteja sumindo.


15:13
Wellington Rafael
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