30.4.10
29.4.10
Paramore, Beatles e Vaticano
Paramore
A banda que se formou no Tennesse tem se mostrado cada vez melhor. Eles tocam um rock de influências punk e emo com uma levada Pop no estilo do que a Avril Lavigne fez nos dois primeiros discos.
O mais interessante é o frescor e a originalidade. Apesar do sucesso, a banda não se converteu à música essencialmente comercial como Simple Plan e Boys Like Girls, bandas de raízes parecidas.
O destaque também se dá pela voz doce e forte da vocalista de cabelos alaranjados Heyley Williams.
A banda também mostrou força nas trilhas sonoras de Crepúsculo e Alice in Wonderland.
Entre os jingles, vale a pena conferir Ignorance, Brick by boring brick, Decode e That’s what you get.
Papa perdoa os Beatles
O Vaticano concedeu a absolvição dos Beatles pelos seus pecados. Andam dizendo que a história não passa de uma tentativa de popularizar a igreja e encobrir os escândalos de pedofilia.
TheSixtyOne
Adoro descobrir bandas novas. O site TheSixtyOne serve exatamente para isso. Tem um visual super bacana e bandas muito legais. Lá eu descobri a música Hologram de Katie Herzig.
28.4.10
Playlist
#1 Katie Herzig – Hologram
#2 Baby you’re my light – Richard Hawley
#3 She’s got you high – Mumm-Ra
#4 Sweet disposition – The Temper Trap
#5 Bad kids – Black Lips
27.4.10
Serra Fofuxo
Na guerra pelo título de candidato mais carismático, o Sr. Burns José Serra já saiu na frente com essa capa da Veja super fofuxinha.
Dá até vontade de abração, né?
-N
vi no Não Salvo que viu no Gordo Nerd.
Quebrando dogmas da música mundial
Conversando com estrangeiros, o primeiro gênero musical que vem à mente deles quando falamos do Brasil é o samba. Logo em seguida –pasmem- o funk carioca e só depois pensam nos mestres da MPB e Bossa Nova.
Todos aqui sabemos que nossas músicas não se limitam a Créu e Garota Radical. Baseado nisso, pensei em como nós, brasileiros, vemos as músicas de todo o mundo.
Estados Unidos tem o High School Musical e os “manos do RAP” que só falam de sexo, sexo, dinheiro e sexo, assunto que compartilham com o povo da Itália, com a diferença de que por lá não é fazer sexo, é fazer amor. Da Inglaterra ou é Beatles ou é Beatles, enquanto no Japão a gente nem sabe o que se passa.
Selecionei, então, uma música de cada um desses países que caracteriza uma transgressão, mesmo que de leve, do que a gente está acostumado a ver e ouvir.
Clique na bandeira para ouvir a música.
Into the Night – Santana feat. Chad Kroeger
Música empolgante com um ritmo gostoso, diferente de um rock clássico, diferente de country, certamente não é um RAP e também não tem líderes-de-torcida peitudas.
Vai aí um trechinho traduzido e adaptado só pra comprovar que os italianos não são só à la Laura Pausini e que sabem esculachar, sim!
“Filho de um cão, filho de cinco minutos. Filho de um equívoco, de um coito roubado. Filho de um preservativo rompido”
Lily Allen antes de começar a cantar essa música disse o seguinte:
“Essa música foi originalmente escrita para um cuzão. Ele era o presidente dos Estados Unidos, seu nome é George W. Bush e todos os que acreditam nas mesmas coisas que esse homem podem ir se foder.”
E aí? Precisa dizer mais alguma coisa?
Do filme “Velozes e Furiosos – Desafio em Tokyo”, são os japoneses adotando um toque capitalista para deixar claro que por detrás dos olhinhos puxados tem muito mais do que um nerd.
26.4.10
Bendito é o fruto do vosso ventre
Eu já cansei de falar de preconceito racial, homofobia e o escambau aqui. Cansei mesmo. Literalmente. Cansei de ficar reclamando e tentar passar lição de moral. Tanto que o blog tem estado até mais animado, mais divertido, não é?
É que eu conheci uma história que me fez repensar em algumas coisas.
Não sou santo, mas sou evangélico. Não dou todo o meu dinheiro para a igreja, não passou 40% do meu dia orando. Sou um péssimo modelo de fiel.
Na verdade, eu não sei o que é religião. Eu não sei aceitar sem contestar. Sou contra dogmas. E fico indignado com o que as igrejas dizem algumas vezes. Fico ainda mais indignado com a maneira que elas fazem as pessoas se sentir.
O melhor jeito de ”recrutar almas” não é fazendo as pessoas se sentirem sujas, malditas. Se você quer ter alguém perto de você, faça a pessoa se sentir bem, querida, aconchegada.
Não faz sentido dizer um monte de besteiras e fazer a pessoa se sentir ruim.
Não aconteceu nada comigo. Eu não odeio a minha igreja. Não odeio as crenças. Não odeio nada. Só não concordo nesse jeito manipulador de chamar pessoas, nesse jogo sujo.
É incrível como os lugares em que os valores deveriam ser mais importantes são onde eles são mais deixados de lado. Cadê o respeito? Cadê o amor ao próximo?
Se D’us for como eles pregam, vão todos para o inferno. Sem purgatório, sem direito a julgamento. A justiça de divina parece tão injusta nessas bocas.
25.4.10
Tapador de cofrinho, o nascimento do livro e um professor estranho.
Nova tecnologia
Saiu na sessão Planeta Bizarro do G1:
Professor é preso nos EUA acusado de se masturbar na sala de aula
Eu não queria ter aula com esse cara.24.4.10
Desculpas
É irritante o quão fácil pode ser magoar alguém quando nós estamos magoados. Isso vale para mim, é claro. Talvez seja o maior defeito que eu tenho. Eu guardo tudo o que eu sinto dentro do meu coração até ele ficar cheio, túrgido. Aí um arranhãozinho, um furinho faz ele explodir e voar cacos para todos os lados.
Não é justificativa, eu sei. Eu preciso me policiar. Não é certo jogar a sua raiva em cima das pessoas que não fizeram absolutamente nada para você.
Essas são aulas que não precisam mais ser estudadas.
Talvez eu tenha dito o que eu queria dizer, o que eu precisava dizer. Eu errei na maneira como eu disse e no momento em que eu disse.
Me sinto arrependido. Me sinto chateado. Até porque 90% do que eu sentia ontem já passou.
Saber controlar os sentimentos é algo que eu preciso fazer melhor.
É difícil me controlar para não começar a escrever uma dúzia de desculpas furadas e justificativas para o que eu fiz de errado.
Tudo o que eu tenho a fazer agora é me desculpar e torcer para que as minhas desculpas sejam aceitáveis.
Sinceras, eu garanto, elas são.
Não sei se fez sentido o texto. Se não fez, foda-se. Eu querer que as coisas façam sentido não faz as coisas terem sentido.
iPad, American Boy e Contagem regressiva
iPad
Adoro tecnologia. Até porque não faria sentido eu ter um blog e não gostar de tecnologia. Só não gosto dessa mania que o povo tem de falar que uma coisa nova vai substituir a velha e assim por diante.
Isso me faz não gostar do iPad e do Kindle. Não quero que eles substituam os livros. Não quero. Não mesmo. Adoro livros, adoro páginas, adoro passar as mãos nas capas e cheirar o livro.
Não sei se eles vão sumir, mas torço que não. Só que o Antônio Prata quase me convenceu de que sim. Uma pena.
American Boy Acústico
Acho que muita gente conhece essa música da Estelle com o Kanye West. A versão emo-acústica é boa também. Prefiro não dizer que a acústica é minha favorita. Aí vão as duas.
Contagem regressiva
Já pensou em usar frases do cinema para fazer uma contagem regressiva a partir do número 100? Eu também não, mas alguém teve, e o resultado é super legal.
23.4.10
Comentários estranhos e canais do Youtube
Maria Cândida, eu hem?
A jornalista Maria Cândida recebeu os seguintes comentários no último post que fez em seu blog pessoal:
por twitter, ela me respondeu o seguinte: “Cada um com sua opinião, vivemos em uma democracia…”
Ela provavelmente se referia ao último comentário, mas e os dois primeiros? Eu, hein… Cada pessoa estranha que existe nesse mundo.
Descobrindo o YouTube
Eu vivo na internet, mas só passei a descobrir ferramentais mais legais dela há pouquíssimo tempo. Os feeds RSS (ou feeds comunistas, como eu os chamo carinhosamento) são super novidade para mim. E as inscrições do youtube então? Coisa de outro mundo.
Para mostrar um pouco desse novo mundo que eu estou descobrindo, aí vão três vídeos dos canais que mais me divertem no vocêtubo.
22.4.10
Estreias da semana no cinema
A Estrada
Lissi no Reino dos Birutas
Rita Cadillac – A Lady do Povo
Sonhos Roubados
Informações do Cinema em Cena.
Sinopses e críticas a gente confere no blog do Rubens Ewald Filho, o melhor crítico de cinema do Brasil.
21.4.10
Como ganhar um oscar, ler a internet INTEIRA e uma animação para gente grande
Cinema Argentino
Eu me mordo de inveja de saber que os argentinos têm 2 Oscars e o Brasil não tem nenhum. O mais perto que a gente chegou foi o de Melhor Atriz que a Rachel Weisz ganhou quando foi dirigida pelo Fernando Meirelles, em O JARDINEIRO FIEL. Também passamos perto com as indicações do Cidade de Deus, mas nada que realmente valesse a pena.
Enfim, o filme argentino que faturou a estatueta (tenho uma vontade de falar estatuTeta) de melhor filme estrangeiro esse ano se chama O Segredo de Seus Olhos e tem um sequência muito boa, dizem que uma das melhores da história do cinema. Veja como ela foi feita.
E se eu fosse ler toda a internet?
O Jacaré Banguela publicou há algum tempo esta estatística sobre internet que é impressionante.
Vale a pena ver
Se o Rubens Ewald Filho recomendou, eu acredito. a animação Mary e Max - Uma Amizade Diferente está em cartaz e foi classificado como um dos mais originais do ano. O filme mistura uma história interessante (daquelas de conflitos psicológicos) com uma técnica interessante em uma plataforma incomum para esse tipo de filme: a animação em massinha.
Acho que vale a pena conferir.
Playlist – Aniversário de Brasília
Para homenagear a cidade que abriga o nosso Estado, aí vai uma playlist com 6 músicas de 4 bandas brasilienses.
#1 Eduardo e Mônica – Legião Urbana
#2 O mundo anda tão complicado – Legião Urbana
#3 Quatro vezes você – Capital Inicial
#4 O tempo – Móveis Coloniais de Acaju
#5 Mulher de fases – Raimundos
#6 Que país é este? – Legião Urbana
20.4.10
Dilma, Globo e Luan Santana.
Tenho tanta coisa legal para postar…
Dilma On-Line
A campanha para a presidência já começou. Na última semana, a candidata do PT lançou um blog. Certeza que só vai durar durante a campanha. Se ela ganhar, ou se ela perder, o destino do blog é certo. Uma pena. Clique na imagem aí em cima para acessar.
E para se conectar mais com a política:
Twitter José Serra: @JoseSerra_
Twitter Dilma Roussef: @DilmaBr
Twitter Marina Silva: @Silva_Marina
Tem tucano na festa da Globo
A senhora soberana da televisão brasileira comemora 45 anos em 2010. Para a celebração, a emissora levou ao ar no domingo (18) um vídeo comemorativo, que já foi retirado do ar. O motivo? Um dos co-ordenadores de campanha de Dilma afirma que o vídeo possui mensagem subliminar de apoio ao PSDB. Durante o vídeo, os artistas dizem “Todos queremos mais”, a frase faria referência ao slogan da campanha tucana, que diz “O Brasil pode mais”.
Meteoro
Parece que a Disney está fazendo escola. Cada vez mais aparecem astros teen. Há uns dois anos atrás, o fenômeno da vez era Mallu Magalhães; agora o panorama é diferente no ritmo, na desenvoltura e no gênero.
O goiano Luan Santana surgiu no ano passado fazendo barulho no cenário da música pop-pseudo-sertaneja.
O menino é carismático e agradeceu às meninas. O humorista Bruno Mazzeo (filho do Chico Anysio) fez uma piada envolvendo o cantor e acabou recebendo reações furiosas das fãs. É claro que ele aproveitou para fazer piada do semi-analfabetismo das fãs do astro teen.
Atenção, talifãs. Vou criar um perfil: "CABESSA DE MELÃO INDIOTA", me sigam por lá. Deixa esse espaço aqui só para os civilizados. Fechado?
Aeroportos fechados e uma querida blogueira longe de casa
A Rosana Hermann é ícone para qualquer um que algum dia quer ser chamado de blogueiro. Se não a conhecem, voem para o blog dela, o Querido Leitor.
Acontece que a querida blogueira foi para Berlim na semana passada para ser jurada do concurso “The Bobs” da Deutsche Welle e acabou ficando presa na Alemanha por causa do vulcão na Islândia. Vamos torcer para que ela consiga colocar o plano de volta em ação e chegue de volta na 6ª feira.
Por enquanto é isso. Vou tentar fazer mais posts nesse estilo. Achei divertido.
17.4.10
Menas
Errata
Vou ter pesadelos com isso.
11.4.10
Wittgenstein disse
Meine Freundin studiert Philosophie. Sie ist spezialisiert auf Wittgenstein. Und immer wenn ich ihr sage, dass ich sie liebe, dann sagt sie zu mir, dass das nicht stimmt. "Wie kannst du dir sicher sein, dass du mich liebst, denn Wittgenstein sagt, dass es noch nicht mal sicher ist, dass es die Welt, überhaupt gibt!" Ob Wittgenstein sagt! Ob Wittgenstein sagt!
Minha namorada estuda filosofia. Ela é especialista em Wittgenstein. E sempre que eu lhe digo que eu a amo, ela me diz que isso não é certo. "Como você pode ter certeza que me ama, se Wittgenstein disse que nem a existência do mundo é certa?" Se Wittgenstein disse... Se Wittgenstein disse...
Gostaram tanto quanto eu ou não?
Carpe Diem? Nem f*dendo!
6.4.10
Meu caminho
Eu sonhei que andava em um labirinto cheio de gente. Havia um caminho bem sinalizado, com luzes, que me dizia aonde eu deveria ir. Só que havia outras alternativas e elas pareciam bem melhores.
Mesmo me sentindo atraindo por alguns desses caminhos, eu segui firme na trajetória que alguém tinha traçado pra mim. Andei. Olhei pro lado algumas vezes, mas continuei andando. Em frente. Era o destino escolhido para mim.
Ia ser perfeito. Eu ia conseguir escapar do labirinto. Eu estava tão próximo quando uma dessas rotas alternativas me fez parar. Eu não senti vontade de ir para lá. Fiquei parado apenas observando. As pessoas pareciam felizes ali.
Eu ia seguir. Eu juro que ia continuar o meu caminho, eu ia chegar no final. Mas então eu o vi. Não, eu me vi. Era eu. Não era eu.
E me vendo ali do outro lado, eu quis cruzar o caminho e me encontrar com ele. Comigo. Quis, mas não pude. Não tive coragem. Fiquei olhando, observando. Muito tempo.
Acho que me apaixonei por mim. Por alguém que eu era, mas não era eu. Me apaixonei pela meu reflexo do outro lado da minha vida. Talvez um pedaço de mim.
Fiquei parado. Me olhando, me amando em silêncio. Até que o celular despertou e eu fui me arrumar para ir à escola.
4.4.10
Eu quero segurar a sua mão
1.4.10
A felicidade das ruas
Hoje, voltando do Museu da Língua Portuguesa, no trajeto entre o terminal Lapa e o ponto em que meu ônibus passa, eu vi uma mulher, moradora de rua, deitada no chão (provavelmente o seu cantinho no mundo) com um bebezinho no colo. Ela brincava com o bebê pelado (usava fraldas, eu me lembro) e ele ria, gargalhada. Risa de bebê, uma delícia.
As pessoas passavam meio indiferentes. Não sei se indiferentes ao sofrimento, porque não parecia haver sofrimento naquele momento, ou a absolutamente tudo o que acontecia aos seus redores.
Eu não consigo ser indiferente. Aquela cena me tocou. Me chocou. Como alguém pode ser feliz daquela maneira? A criança não tem culpa, a criança não tem ideia do que acontece. Ela apenas ri. Ela não chora porque não tem um berço com brinquedinhos, talvez ela nem ligasse se o tivesse. Quanta inocência! Eu queria poder ser feliz com tão pouco.
O que mais me indignou foi eu não conseguir sentir dó daquela pseudofamília. A alegria daquela criança e o talvez da mãe por ver o bebê feliz me fez sentir podre por dentro.
Durante os 6 ou 7 passos em que minha vida esteve cruzada com a daquela mulher, eu vi que o mundo inteiro era infeliz. Éramos infelizes por acreditar que um dia vamos encontrar a felicidade. Éramos infelizes por acreditar que a felicidade é possível de se alcançar. Éramos infelizes porque buscávamos e buscamos e buscaremos sempre a felicidade onde não dá pra encontrar.
Como eu posso agora condenar uma mulher que, apesar de viver na calçada em frente ao mercado da Lapa, têm 8 filhos? A alegria de ver o sorriso de um filho deve ser o mesmo para todos os pais, mas uma gota de água no deserto vale muito mais do que no meio do mar. Se eu estivesse na situação dela, eu teria quantos filhos eu pudesse só para sentir muitas vezes o gosto daquele sorriso doce (o único açúcar de que ela vai provar na Páscoa dela). A sensação de que, apesar de tudo, é possível fazer alguém feliz.
Ter um teto pra dormir e um prato de comida na mesa é quase tudo nessa vida. O sorriso de uma cirança para uma mãe naquela situação transcende qualquer definição de vida.
Eu não sei qual é a moral que eu tenho que tirar dessa história. Talvez ela fosse mais feliz se tivesse um terço do que eu tenho, mas eu tenho certeza de que eu nunca (pelo menos ainda) não experimentei um décimo da alegria que ela deve ter sentido.
Uma criança, um sorriso nos braços. Um calor no coração.


06:10
Wellington Rafael


