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30.12.10

Ano Novo por @BrunoMotta

Eu queria escrever um tanto de coisas aqui, mas acho que nada do que eu diga seria melhor do que estes três vídeos do @brunomotta.

Bruno Motta faz seus votos de Ano Novo, com seu sotaque mineirinho.

28.12.10

FILME: Cisne Negro (Black Swan)

Assistir a Black Swan é como estar em um sonho, em que você se enxerga como outra pessoa, mas é capaz de sentir o tudo o que acontece com o protagonista.

Com um começo encantador, narra a história da dedicada bailarina Nina, que, depois de muito esforço, luta para conseguir o papel principal da montagem de O Lago dos Cisnes que a companhia em que dança fará. O diretor do filme nos lança, então, para dentro da mente da protagonista.

A mãe, uma ex-bailarina que largou a carreira para tê-la, projeta na “doce menina” a carreira que não pode ter. Por isso, venera e superprotege a filha, a ponto de tratá-la como uma criança de 12 anos, e é exatamente como uma garota dessa idade que a personagem central se comporta.

O diretor da montagem é uma figura controversa. Ao mesmo tempo que se aproxima sexual e emocionalmente de Nina, utiliza seu poder de sedução apenas para despertar os sentimentos de que a bailarina precisa para dançar o Cisne Negro.

Lily é uma bailarina recém-chegada à companhia. Parece amigável, mas faz com que a heroína do filme se sinta ameaçada, com medo de ter seu posto roubado.

O balé a ser encenado conta a história de uma moça inocente transformada em cisne e que teria a maldição quebrada pelo amor verdadeiro. A sua irmã malvada, o Cisne Negro, seduz o príncipe por quem a outra havia se apaixonado.

Nina é a personificação perfeita do Cisne Branco, mas tem problemas em interpretar o Cisne Negro, porque lhe falta malícia, luxúria. A narrativa se desenvolve sobre a guerra da bailarina para alcançar a perfeição nos dois papéis.

O filme tem um razão de existir: descreve de forma singular uma história que não poderia ser contada de outra maneira. O diretor nos puxa para o complexo interior da personagem de Natalie Portman. De maneira sorrateira, ele nos conquista com a promessa da história de uma moça encantadora, mas passa a torturá-la com sua própria consciência, fazendo com que o espectador sinta a dor da protagonista.

Durante o caminhar da película, são apresentados a nós argumentos para julgar a sanidade da bailarina. O que faz essa obra única é a maneira como o narrador nos leva em viagens entre o real e o imaginário, causanfo surpresa e a confusão, tanto em quem assiste quando em Nina.

 Black Swan apresenta cenas grotescamente chocantes que são perdoadas por não serem reais. Talvez o excesso de fuga da realidade, como na cena em que nascem asas na personagem principal, seja o único pecado do filme.

A melhor conclusão a se tirar é que, caso Natalie Portman não ganhe o Oscar, não há mais razões para se acreditar no julgamento dos membros da academia.

A estreia oficial nos cinemas brasileiros é dia 4 de fevereiro.

27.12.10

Virado do ano não é virada da vida

Os últimos dias do ano são decisivos para quem pretende dar uma guinada de 180° na vida. Começam a surgir as promessas, os compromissos. Tudo isso não deixa de ser um indício de que nada vai mudar de fato.

À necessidade de mudança está relacionada uma necessidade de que isso aconteça imediatamente. Mudanças adiadas para o começo do ano são como as dietas marcadas para começar às segundas-feiras, que nunca chegam.

Essa mania de procrastinar acontece por causa do desconforto da mudança. Pode ver que todas as promessas de ano novo são coisas que você não pode deixar de fazer, mas que seria mais confortável continuar fazendo.

Pode mudar o ano quantas vezes você achar necessário, porque geralmente é você quem precisa mudar.

Feliz 2011 para todos nós!

24.12.10

Procurar o significado do Natal pra quê?

De uns dois dias para cá, já vi um monte de gente falando: “Mas todo mundo esquece como que começou o Natal…”, “Ninguém lembra de Jesus…” e blá blá blá.

OK. Se você é um cristão fervoroso, daqueles que vai sempre à igreja, então com certeza você não deixa o “verdadeiro significado” do Natal passa batido.

O Natal perdeu a sua essência como o aniversário de Jesus, mas teve o seu conteúdo expandido.

Se antes o Natal era apenas uma data religiosa, hoje é um dia para reunir a família, estar com quem a gente ama e selar o ano com uma comemoração cheia de alegria.

Pra quê procurar um significado pra esse feriado que é o mais gostoso do ano? Só pra acaba com a graça dele, né? Seus haters.

Feliz Natal pra todo mundo.

21.12.10

Alguém tem lubrificante aí?

Tive uma professora de português que dizia que escrever doía. Estou quase concordando com ela. Depois de dois anos e meio sem aprender absolutamente nada de redação, estou recebendo ajuda de uma professora fera, que vai me fazer tirar doze na Fuvest; mas bem que um pouquinho de KY não ia fazer mal.

Já são dois dias de estudo pesado, mas pesado leve, porque eu só estudei português até agora. E português eu sei bem. Quero ver como vai ficar quando eu começar a ralar com história, geografia, matemática. Dá até uma gastura.

Boa sorte para mim. Ou não.

Na minha cabeça, tem uma outra ideiazinha nascendo. Espero que dê certo. Mais detalhes depois.

20.12.10

Revirei meu báu

Eu já comentei sobre a minha visita a textos meus antigos, né? Hoje eu visitei mais alguns, que não estão publicados.

Dizem que quando a gente se lembra de algum momento, sente as mesmas emoções daquele instante. Tenho minha desconfiança se isso é fato, mas tenho certeza que se você escrever e depois ler, as mesmas sensações tomam conta de você.

Estava lendo “Precisamos falar sobre o Kevin” e esta passagem me chamou muita atenção:

[...] essa é a natureza do ressentimento, a objeção que não podemos exprimir. É o silêncio, mais que a queixa, o que torna a emoção tão tóxica, como os venenos que o organismo não expele com a urina.  (p.10)

Mexi no meu Báu de emoções e acabei achando muito ressentimento. Finalmente consegui dar um nome para essa sensação.

É bom saber os rótulos certos. Ajuda a organizar as prateleiras do coração.

19.12.10

Procura-se uma musa

 Ontem, lendo as crônicas de um blog alheio, me veio uma vontade de revisitar meu talento como narrador. Dei um um pulo no http://www.portalliteral.com.br/perfis/wellington-rafael e li as coisas que eu tinha publicado. Gostei muito de mim mesmo como autor, é claro que eu vejo alguns erros, que eu posso e vou consertar, mas acho que, de uma maneira geral, eu sou muito bom. Ou fui. Parece que de uns tempos para cá eu perdi minha inspiração, escrever não é mais tão fácil. Queria entender o que foi que aconteceu comigo para eu deixar esse talento escapar assim do nada.
 Vou tentar voltar à ativa, mas não prometo ser tão bom.

14.12.10

Coisas de criança

Não sei se eu já disse aqui, mas minha mãe é a coisa mais importante do meu mundo. Justo hoje, dia da minha colação de grau do Ensino Médio, me vieram à memória duas histórias que têm a ver com ela e com escola.

Projeto Família 2006 (6)Foto feia, mas tá valendo.

Ao contrário de mim, minha mãe nunca foi uma criança muito comportada. Entre as peripécias (que palavra mais fora de moda!) está: passar por baixo da catraca do ônibus e usar o dinheiro da passagem para comprar pintinhos na feira, fazer milhares de cigarrinhos de papel, etc.

Acho que uma das mais divertidas é essa. Não é bem uma história, mas é assim que ela me contou. Na escola em que ela estudava, devia ter mais ou menos uns 11 anos, o uniforme era um jaleco branco, igual aos de professor, médico, enfermeiro, e tal. Ela pegou uma canetinha e escreveu bem grande na parte de trás: “MADE IN BRAZIL”. Ela sabia o que significava? Com certeza não, talvez não saiba ainda hoje; mas é coisa de criança. Coisa de criança que mostra a história acontecendo, né? Historinha da mamãe.

A outra é minha. Dias atrás, minha mãe olhou pra mim e disse: seu cabelo tá parecido com quando você era criança. Quando eu tinha 6 anos, meu cabelo era lisinho igual ao de um índio. Brincando na piscina de bolinhas do colégio, ele acabou se bagunçando e ficando arrepiado. Meus coleguinhas riram, e eu, revoltado, gritei algo equivalente a: “Meu cabelo é uma bosta”. Umas horas depois estava eu tendo, com a minha mãe e a professora, a primeira conversa sobre auto-estima (eu nem sabia o que era isso). Meu cabelo estava parecendo com o meu cabelo de criança esses dias. E eu gosto dele assim.

Pretextos


substantivo masculino motivo que se declara para encobrir a verdadeira razão de (algo); desculpa, subterfúgio, alegação Ex.: foi embora com o p. de estar com dor de cabeça Locuções a p. de com o objetivo aparente de; com a desculpa de; à conta de.
Dicionário Houaiss.
 Acho que talvez haja a possibilidade de dizer que eu sou meio adepto do utilitarismo. Aquela coisa de: pra quê eu tenho que aprender isso? O que, no fim das contas, é de uma chatice sem tamanho. A gente chega a conclusão de que quase sempre faz algo porque é obrigado.
Para contornar essa sem-graceza toda, eu me tornei adepto dos pretextos. É simples: arranje uma desculpa para fazer qualquer coisa, engane a si mesmo dizendo que só faz isso ou aquilo por livre e espontânea vontade.
Por que eu tenho que estudar matrizes? Porque é um conteúdo cobrado no vestibular, e eu quero passar no vestibular. Pra quê eu preciso usar gravata? Para eu me sentir mais bonito e mais adulto.
Até agora só não consegui achar um pretexto para aulas de educação física. Aliás, achei vários, mas nenhum se aplica à maneira como ela é aplicada no meu (agora ex-)colégio.
Qual será o pretexto para eu escrever aqui?

12.12.10

Wikileaks

Um dos tópicos mais comentados da internet na semana foram os Wikileaks. O site, fundado por um australiano, tem como objetivo divulgar documentos de interesse público, mas que são mantidos em sigilo por empresas e governos. O problema é que foram publicados comunicados internos entre órgãos do governo norte-americano que expuseram a opinião do governo ianque em relação a diversos outros países, inclusive o Brasil.

O fundado do site foi declarado o inimigo número 2 dos Estados Unidos e caçado sob uma acusação de crime sexual (já que a divulgação de tal conteúdo não é considerada crime).

Aí embaixo você confere alguns posts relacionados ao tema. 

5.12.10

A escola está matando o aprendizado

Minha (agora ex)professora de biologia disse uma vez que boa parte do que se aprende na escola é só decoreba para o vestibular. O que não deixa de ser verdade. A nossa pergunta de cada dia do ensino fundamental “Pra que eu vou usar isso?” ganha uma resposta pouco convincente no ensino médio “Pra passar no vestibular”.

Não faz muito sentido exigir que as pessoas saibam coisas que não precisariam saber. É claro que conhecer genética é interessante, saber mais sobre o ciclo de vida dos seres vivos, entender como as coisas enferrujam e tal, mas tudo isso não é usual.

Existem tantas coisas mais interessantes que a gente poderia aprender. A escola poderia ser um lugar de discussão, construção de conhecimento e não de decoreba.

Eu disse isso para todos os professores com quem eu falei desde quinta-feira: de tudo o que eles puderam nos ensinar durante o Ensino Médio, a matéria foi o menos importante.

Já passou da hora de rever o modo como o ensino funciona no Brasil, não?

4.12.10

Um preconceitozinho assim meio pequeno

 Sempre achei meio babaca essa história de que, quem é historicamente alvo de preconceito, não pode ser fonte. Tem muito negro que tem preconceito contra branco e contra negros mesmo e tal. Vamos discutir um pouquinho sobre isso.
 Uma das regras daqui é você nunca se perguntarem como eu encontrei tal coisa na internet. Então não me perguntem como, mas eu encontrei a entrevista desse arquiteto gay Duílio Ferronato, que já foi colunista da Folha, blogueiro da Folha On-Line e hoje trabalha no R7. Fiquei MUITO chocado com uma frase dele.

 Queria saber o que ele pensaria se alguém dissesse que não é gay e não tem nada contra gays, mas também não gosto muito não.
 Cada um tem o direito de dizer o que quiser, e acho a maior chatice os guardinhas que ficam por aí vigiando e dando um jeito de distorcer. Acho que não é esse o caso.
 Talvez um dos pontos mais interessantes seja o fato de que é possível, por aí, perceber que os grupos não são homogêneos e que há preconceitos dentro deles mesmo. Na verdade, essa divisão em grupos não existe mesmo. É tudo gente, é tudo ser humano e não tem mais o que dividir.
 E é feio falar assim de qualquer pessoa. Seja você quem for. Seja a pessoa que você está criticando quem for. Negro rico não pode falar de negro pobre, branco rico não pode falar assim de branco pobre e todas as outras combinações políticas. É, no mínimo, falta de educação, né?

ps: A entrevista é de 2007 e a minha intenção é repercutir o que ele disse. É só mostrar como é feio dizer esse tipo de coisa. Em qualquer ano. E o que foi dito e impresso, seja em 2007, seja ontem, é eterno.

2.12.10

Como não lembrar de vocês?

 É o fim. A gente passa a vida inteira reclamando da escola e, quando finalmente falta só um dia, o sentimento que vem é aquele de “eu não quero que chegue”. E começa a pesar cada pequeno detalhe. Me senti mal por ser grosso com alguém, por não ter falado mais com outra pessoa, por ter reclamado do que não precisava, por não ter feito as lições que eu deveria.
 Lembrei carinha por carinha. Até das pessoas com quem eu mal converso e pensei em uma coisa que me agrada em cada um.
 Eu não quero ir pra escola amanhã. Eu não quero ter que dizer tchau. Eu quero voltar segunda-feira para escola e ver todo mundo lá. Ouvir a professora de gramática berrando no meu ouvido, a profª Lívia falando da carrrrrguinha, a Patrícia mandando a gente fazer o exercício da apostila e ninguém fazendo nada, a outra Patrícia passando setecentos exercícios de tarefa para começar na hora e terminar em casa. Quero receber as saudações do Vinicius, quero ‘preguntar’ pra Jessica ‘donde están sus gafas’. Quero ver a Nanci pedindo pra gente ficar menos feliz. Quero todas as professoras de inglês reunidas tentando domar essa turma furiosa, quero o prof. De Filosofia pedindo silêncio, a Cecília conurbando as cidades, a Fabi pedindo uma maneira não-verbal de fazer qualquer coisa, o Cléber passando textos gigantescos sobre qualquer movimento literário, o Márcio contando até 10 sozinho. Acho que não me esqueci de nenhum; caso eu tenha esquecido, o Fefo substitui.
 Mais do que isso, eu quero todos, todos os meus colegas. Sem exceção. Quero aqueles que berram, chamam a atenção, os quietinhos, os engraçados, os inseparáveis, os resmungões, os que pegam cola, os que dormem a aula toda, os que não deixam ninguém em paz. Quero ter certeza de que eu vou ter pelo menos uma piadinha pra rir no dia seguinte.
 Como não me lembrar de vocês? Como esquecer os sentimentos? Não vou falar que nosso terceiro foi o mais unido, ou o mais bonito, porque não foi; mas é aí que mora a beleza da nossa sala: nós fomos humanos. Fomos felizes cada um nos seus grupinhos, às vezes até zanzando de lá para cá, mas todos os grupinhos sempre foram do NOSSO terceiro A.
 É muito doloroso pensar que ano que vem nós seremos jogados no meio de um monte de gente desconhecida, mas é muito bom pensar que daqui a uns 10 anos, eu vou ter uma amiga RP, vários jornalistas colegas de profissão, uma médica, um turismólogo, uma veterinária, uma biomédica, uma produtora musical, uma comercializadora exterior (?)... E por aí vai.
 Então é bom guardar estes nomes, porque ainda vamos ouvir falar muito de todos eles:


- Álvaro: se eu for o rei da gramática, como eu me auto intitulo, você é o rei da matemática.
- Bianca Rocha: você me parece a menina mais organizada do mundo. Vou tentar fazer algo parecido, acho que vai ser útil.
- Bruno: quando eu achar um carburador de fusca barato, prometo que dou um toque.
- Bruna: sua carinha de santo nunca me enganou. Ano que vem tem a terceira temporada de Glee, hein?
- Byanca: a amiga das melhores piadas é também uma ótima conselheira, quem diria?
- Carol: carol na cam, né? Sou phoda.
- Débora Angelim: sua lapiseira é igual à minha. Já tinha reparado nisso?
- Débora Reiter: troquei poucas palavras com você, mas deu pra perceber que você é a menina mais natural do mundo.
- Daniel: é nóis na Cásper, fiii. E, por favor, quando pedir minha roupa emprestada, use em algo menos viado.
- Denis: se precisar de ajuda pra falar em inglês, call me ok?
- Enio: não esquece de colocar tequila no seu squeeze.
- Fernanda: Oi, moça mais alegre que eu já vi.
- Giovanna: tenha fé em tudo que acredita. Cadê o bebê?
- Giulia: caralho, eu não sei falar Portão Preto.
- Giuliano: sério, você é o cara mais cara de pau pra pegar cola que eu já vi.
- Guilherme: tudo o que eu sei sobre você é o lance ninja dos estojos do anglo. AHAHA
- Ingrid: sua cabeça no meu braço, minha cabeça na sua cabeça.
- Jenifer: desque que você era Jeni Witch.
-Jéssica Caroline: queria ter tido mais oportunidades de falar com você, futura colega comunicadora.
- Jéssica Navarro: ainda come carne crua? Minhoca tem sinal?
- Kira: ei, coisa 2. Vou SEMPRE prestar atenção quando você estiver falando, ok? Não precisa brigar.
- Laah: tenta ficar arrumadinha a semana inteira, ok?
- Leo: d?oga, o d?agão ainda rouba a sua xalxicha.
- Lívia: não foi legal falar que o Vinicius era chato o tempo todo... mas é verdade.
- Luana: cara, como assim você estudou comigo quando a gente tinha tipo 7 anos? Sério isso?
- Lucas: nada de levar polenghinho pra tomar lanche na faculdade, ok?
- Luiz Fernando: eu não sou tarado/pervertido/ nem nada do tipo. Sério... ahaha
- Maressa: vou te dar aqueles ímãs que você gostava, desde que você prometa não deixar o Enzo engoli-los.
- Mateus: para de brincar com a persiana.
- Marcos: beleza, eu não tenho libertadores, mas sou menos devagar do que você.
- Marina: não generalize a opinião de um grupo por uma pessoa ou duas. Você é muito inteligente e que gostaria muito de ter conversado com você.
- Natália: você é a típica menina do fundão, né? AHAHAHA
- Renan Tauil: a gente estuda junto desde a sexta série, mas a imagem que vai ficar é de você rebolando freneticamente dançando YMCA.
- Rodrigro Pallos: ô professooooooooooorrrrrrrr, fala comigo?
- Rodrigo Cerdeira: nunca mais vou comer frango e a culpa é sua.
- Tamara: que a nossa amizade dure no mínimo, pelos próximos 23 anos.
- Thaís: me conta o que acontece na 3ª temporada de True Blood?
- Thamirys: quero um pedaço de bolo de chocolate e um creme hidratante para cotovelo, ok?
- Thiago Testi: é nóis na bíblia, irmão


  Vamos fazer essa onda virar um tsunami. A gente pode. A gente consegue. 3 A é legal, 3A é legal, o 3A foi sensacional.
 Amo vocês.

29.11.10

Um inimigo imperceptível

A Folha.com noticiou hoje que a AIDS tem se espalhado entre jovens de 13 a 19 anos. Um dado extremamente doloroso.
Doloroso por saber que é uma doença, em boa parte dos casos, evitável. Isso significa que quem se contaminou (pelo sexo), acabou adquirindo o vírus por irresponsabilidade ou descuido.
Mais triste ainda por poder acompanhar na reportagem o preconceito e a discriminação que os jovens afetados pela doença sofrem.
De todas as babaquices, a maior delas é dizer que só quem pega são homossexuais. Os gráficos (também da Folha) mostram que a realidade é beeem diferente.

Andam Dizendo:

26.11.10

O Rio está em guerra, e eu também

Se algum desses guardinhas da internet chatos de plantão ler isso aqui, certeza que vai chiar.
O que está acontecendo no Rio de Janeiro é horrível. Assim como o que aconteceu aqui em São Paulo há quatro anos. Admitir que a bandidagem tome conta assim das maiores cidades do país é inaceitável, mas não adianta ficarmos pensando que tudo vai se resolver. Não existe país sem criminalidade. Não existe Brasil sem criminosos, eles são quase uma classe social à parte da sociedade.
Enquanto a guerra explode lá fora, aqui dentro de mim e de mais milhares de estudantes do país inteiro, explode outro conflito. Domingo agora tem a FUVEST, o maior exame vestibular do país.
Por mais que você saiba que tem boas chances, sempre bate uma insegurança, um medo. Enfim, espero manter a calma e fazer o meu melhor. Vou torcer também para que os outros concorrentes a jornalismo não fiquem tão calmos quanto eu. ;P
Boa sorte para todo mundo ae, galera.

22.11.10

Um emprego, uma prova, um fim de ano, um começo de vida.

Admito que estou meio ausente [mais uma vez]. O fato é que a vida de um adolescente é sempre cheia de acontecimentos. Semana passada entreguei umas duas dúzias de trabalhos, as últimas provas começaram e eu tive aquele entrevista de emprego.

As provas foram fáceis, os trabalhos eu fiz com facilidade e a entrevista correu bem. Comecei hoje o treinamento para, em janeiro, me tornar um teacher.

O que mais me incomodou nos últimos dias é essa proximidade dos vestibulares. Domingo eu prestei Cásper. Acertei 29 das 50 questões, 68 pontos dos 113 que tinha a prova, que estava insanamente diferente.

No próximo final de semana tem FUVEST. Espero ir melhor, espero entrar em uma dessas duas.

É verdade que não é mais obrigatório o diploma para ser jornalista e que não é ele que vai me dizer se eu escrevo bem ou não. Eu estou escrevendo aqui agora, não é? Não preciso de diploma para fazer o que eu mais gosto, mas ele é necessário para eu receber por isso.

Vamos seguindo essa vida louca de vestibulando, estudante e aspirante a trabalhador.

Boa sorte para mim. Boa sorte para todos nós.

18.11.10

Sou rebelde. Sou transgressor.

 Errar só por não saber o que é certo é uma coisa. É ignorância (não no sentido negativo da palavra). Errar sabendo que é errado é transgressão.
 Eu conheço bem as regras de colocação de pronome, mas não concordo com elas. Assim como não concordo com a existência do "tu" e do "vós". Por isso não obedeço a regra. Adoro começar período com pronome oblíquo, uma das melhores sensações do mundo. O risco de violar a chatice da língua.
 Sou rebelde. Sou muito mau.

16.11.10

Comentando os comentários

Nas últimas semanas apareceram alguns comentários no blog. AEEE! VIVA! VIVA!

Queria só agradecer. Atrair comentários é mais difícil do que atrair views. Tem tanta gente legal que só consegue comentário quando alguém discorda.

Enfim, obrigado por dar sinal de vida, quem quer que você seja. E obrigado por ler.

No fim das contas, é isso o que importa, é pra isso que a internet serve: trocar ideias, trocar informações e etc.

Se quiser trocar uns caracteres, estou sempre no http://twitter.com/WellRafael

A gente se vê em outro http… ou nesse aqui mesmo. ;P

Chega uma hora na vida de um homem…

Aliás, chegam várias horas e na vida de qualquer adolescente. O problema é que elas chegam todas juntas! Só de pensar em vestibular, meus neurônios já entram em estado de choque, aí vem formatura, provas da escola, trabalhos. Muita coisa de uma vez só.

Aí eu vou atrás de mais uma hora: o trabalho. Chega na hora na vida de um cidadão em que ele tem que trabalhar. E eu quero trabalhar. Eu preciso trabalhar. Quero ter meu dinheiro e alguma independência que ele traz consigo. Sei que um monte de responsabilidades também vêm, mas acho que estou pronto para começar a lidar com elas.

Vai ser bom para eu amadurecer um pouco mais também.

Recebi hoje dois agendamentos de entrevistas. A vaga: english teacher, ‘cause I know I can do it.

Cruzem os deditos e torçam para mim, porque é amanhã.

Good luck for me.

Uma família bem diferente



O filme Minhas Mães e Meu Pai tem sido apontado por críticos como uma possibilidade aos Prêmios da Academia.
Trata-se da história de uma família incomum: Juliane Moore e Annete Benning formam o casal lésbico Jules e Nic, mães de dois jovens gerados por inseminação artificial.
Quando a filha mais velha Joni (Mia Wasikowska, de Alice) completa 18 anos e está prestes a sair de casa, o irmão Laser (Josh Hutcherson, de Viagem ao centro da Terra) insiste para que ela entre em contato com o doador do esperma.
É aí que entra Paul (Mark Ruffalo, em um papel diferente do que costuma fazer): o doador entra na vida dos jovens e, posteriormente, na das mães.
O grande problema se dá no fato de Paul ser um tiozão de meia-idade sem família, o que faz com que ele adote a família de Nic, que se vê cada vez mais deixada de lado.
O titulo em inglês, The Kids Are All Right (As Crianças estão Bem), seria muito mais apropriado, uma vez que a chegada do doador de esperma afeta muito mais a vida das mães do que dos filhos.
É uma narrativa moderna, que se propõe a retratar relações familiares que passam a compor uma teia complexa, mas não tão problemática que não possa ser resolvida.
As atuações do casal protagonista vêm sido muito elogiadas, a ponto de se cogitar que as duas concorram juntas (e não uma contra a outra) a estatueta de Melhor Atriz do Oscar.
Não vi motivo para tanto alarde. O filme é muito bem conduzido e todo o elenco está muito bem, inclusive a exótica Yaya DaCosta. Enfim, só acho que, se a Julianne Moore não ganhou o prêmio com o seu papel em O Direito de Amar, em que foi muito superior, não há motivos para ela levá-lo com esse filme.
Uma história interessante, divertida e muito bem contada, que vale muito a pena o tempo gasto para acompanhá-la.

15.11.10

Escola é coisa de criança mimada

 Eu sou mimado. Fato indiscutível. Sou filho caçula, 9 anos mais novo do que meu irmão do meio, único filho do relacionamento dos meus pais e fui o netinho/sobrinho mais novo por 8 anos. Mas não é só de casa que vem os paparicos, não.

Não sei bem o porquê, mas as pessoas sempre se preocuparam muito comigo. E sempre cobraram muito de mim também. Eu estava lembrando hoje de uma dessas situações.

Estava tendo umas aulas de teatro no colégio e eu fazia parte. No começo foi muito legal, mas depois foi perdendo a graça, ficando chato, ocupando tempo que eu deveria dedicar a outras coisas. Desisti.

Não fui o primeiro a pular fora do trem, mas (porque fui denunciado por meus amigos) fui chamado pra um particular com o professor. Ele queria uma explicação.

Esse ano também, nunca vi uma professora tão indignada quanto quando eu não fiz a tarefa. Ou as pessoas se assustando quando eu falei um palavrão.

Acho que eu sou meio idealizado por todo mundo. Quem me conhece bem, sabe que eu não sou santo, não sou bonzinho, não sou o perfeitinho.

Não me incomodo com essa imagem, mas me intiriga pensar que ano que vem vai ser tudo diferente. Faculdade é outro ambiente, as pessoas vão formar a imagem a partir do que elas verem dali para frente. Não vai ter professor perguntando o porquê de eu não fazer lição, ou porque eu desisti. É mais ou menos cada um por si.

É claro que vai ter gente que eu conheço há muito tempo, gente que vai pegar no meu pé, gente que não vai deixar barato se eu desistir, mas eu sinto que vai ser diferente.

Vamos tentar amadurecer. São quase três meses até eu ser jogado nesse mundo novo. Será que dá tempo de crescer pra não apanhar?

Veremos.

13.11.10

Mimimeme

Me surpreendi fazendo a pesquisa para esse post. O que eu vou fazer é falar um pouquinho sobre memes.
 Memes, pelo menos no nosso contexto da web 2.0, são aqueles jargões que caíram na boca dos interneteiros por causa, quase sempre, de um vídeo que viralizou. Acabei descobrindo que há uma definição na psiquiatria para meme, é a unidade mínima da memória: uma ideia, um pedaço de uma ideia, uma data, alguma coisa simples de guardar.
 Acho divertida essa história dos memes porque eles são as gírias da moda na internet. Quem está circulando pelas redes/mídias sociais já deve ter esbarrado com um "Cadê o seu Deus agora?" ou "Puta falta de sacanagem!". Enfim, reuni aqui embaixo alguns memes que estão na Botãoteca. É só clicar, ouvir e, quissá, se divertir.
 Auf wiederlesen, amigos!
Botaoteca - Instant Button Serra Comedor
Botaoteca - Instant Button Puta falta de sacanagem
Botaoteca - Instant Button As arveres somos nozes

O povo da WEB

 Sempre quando a gente anda na rua, acaba cruzando com um ser esquisitão. Pode ser um tiozão de conversível que enfia o dedo no nariz, um bêbado loucão que fica dando sinal pros carros, um cara que anda por aí com fones no ouvido e cantando/tocando guitarra imaginária.
 Na internet também tá cheio de gente assim. A diferença é que dá pra ver e passar pra todo mundo ver também. BOOM! Isso é a tal da viralização.
 Tem gente muito louca por aqui mesmo. Os melhores exemplos dessa semana são a famosíssima Tulla Luana, a tia que vai processar o Colheita Feliz e Ângela Bismarchi, a pessoa mais sábia do twitter. Ei-las:




 Platão deve estar contente com toda essa filosofia. Onde quer que ele esteja...

12.11.10

A web, o conteúdo e nós

 Faz muito tempo, pelo menos no meu referencial, mas há uns 5 ou 6 anos, quando eu começava a descobrir a internet, ela era muito restrita. O que se fazia na internet: conversas instantâneas (MSN, ICQ, Bate-papo dos portais), e-mails e acesso a material quase todo escrito.
 A banda alargou e a web deixou de ser um suporte plano para se tornar tridimensional. Em uma mesma tela, você pode ler uma notícia, ver um vídeo relacionado a ela, deixar a sua opinião e convidar outras pessoas para que também discutam sobre o assunto.
 É a democratização da produção de conteúdo. Você não precisa mais ser especialista em cinema para escrever uma resenha. Eu mesmo já escrevi várias sobre filmes que amei e filmes que odiei. Você não precisa mais escrever uma carta para a revista e torcer que ela seja publicada na seção de cartas dos leitores, porque você mesmo tem o poder de torná-la pública. Através de uma mídia social, por exemplo.
 Eu estou chovendo no molhado aqui, porque tudo o que eu disse a Rosana já disse e muito melhor, com o conhecimento de causa de quem bloga há dez anos.
 Só acho importante destacar que, embora a web esteja democratizada para todo mundo que está nela, ela é acessível a uma pequena parte da população, uma elite.
 E tem mais uma porção de questões sobre internet que a gente pode discutir, mas outro dia. Por hoje, vamos só celebrar essa abertura que a web 2.0 proporcionou para a gente.

9.11.10

Todo mundo igual

Existe uma coisa que me assusta muito. É meio que uma homogeneização do comportamento das pessoas. Já repararam como as pessoas tendem a ficar parecidas com a convivência?

Com o tempo, as expressões do rosto passam a ser iguais, a entonação da voz, um monte de coisas. Imagina se acaba virando tudo uma coisa só?

Acho importante lutar pela individualidade. A partir de hoje, inicio a minha campanha pró-individualidade. Vamos inventar nossas caretas, nossas gírias, nosso jeito de ser.

E aí? Como você vai ser?

8.11.10

Eu tava ENEM aí…

Tá ok, a piadinha já encheu. Eu sei, mas é que é verdade… A FUVEST e o Vestibular da Cásper não vão considerar o ENEM, a UNIFESP não tem meu curso. Fiquei me perguntando: pra quê fazer isso?

É uma maratona de paciência, todo mundo tem que concordar. São 180 questões, todas com enunciados gigantescos, pesada na interpretação de texto e nas continhas. Sério, um saco.

Não fui. Preferi ir à minha aula de alemão. Sábado à noite me bateu uma depressãozinha leve. Por vááários motivos:

1. Eu poderia usar o ENEM para entrar em outra federal. UFABC, por exemplo.

2. O ENEM é também um termômetro da qualidade do ensino nas escolas. Fazendo o ENEM, eu ajudo a minha escola.

Agora saiu a notícia do possível cancelamento da prova. Se eles forem reaplicar a prova, espero que eles deixem os que faltaram na primeira fazê-la também. Estarei lá, com toda certeza

5.11.10

Regulando a informação

 Ainda não entendo nada da teoria do jornalismo. Não sei nada de como funciona, mas acredito que existe um certo limite no tráfego das informações. O @DiegoMaia tuitou agora há pouco o link para um blog que pessoas que não concordam com a atitude da Mayara -- aquela do "afogue um nordestino" -- divulgando endereço e telefone de familiares deles.
 Ok, o endereço já está circulando pela internet há horas, mas não é certo ajudar a espalhar essa babaquice, mesmo que você esteja destacando que é uma babaquice. Enfim, eu dei um reply falando isso e ele editou o tweet. Acabei me sentindo meio censor, mas fazer o que né?

A [des]confiança

 É claro que vivemos o tempo todo cercados por pessoas e nos relacionamos com elas, é o que nos torna seres sociais. Mesmo aqueles que vivem isolados em frente a um computador dialogam, à sua maneira, com o ser humano que o cerca.
 Os vínculos que estabelecemos com quem está ao nosso redor são diferentes entre si. De uma maneira muito genérica, há os conhecidos, os colegas, os amigos, e assim por diante. O que faz essa diferenciação são os níveis de conhecimento e confiança.
 O conhecimento vem com o tempo, com a convivência. A confiança é conquistada de outra maneira, envolve outros sentimentos é uma história toda complexa.
 O fato é que não é fácil se conseguir a confiança de alguém. A minha, por exemplo, é artigo de luxo, quase artigo único. E eu me policio às vezes com isso. Confiar em qualquer um nunca é bom, mas ser desconfiado 24 horas por dia também não faz bem pra ninguém.
 Estou escrevendo isso, porque fiquei chateado com alguém que traiu uma confiança que eu custei muito para dar. É mais ou menos como ter medo de avião: quando você começa a acreditar que não tem nada demais, ele entra em uma área de turbulência.
 Isso magoa um pouco, mas eu já estou melhor. E vou tentar blogar mais. Promessa de escoteiro.

15.10.10

Melhores musicais de Glee


 Eu sou um #Gleek, acho que vocês já perceberam. Aí eu decidi criar uma lista com as 10 melhores performances dos perdedores até o episódio 2 da segunda temporada. Não é um ranking. São os meus 10 favoritos, sem ordem de preferência.







Like a Virgin



Empire State of Mind



To sir with love



It's a man's man's man's world



I'm a slave 4 u 



Total Eclipse of The Heart



The boy is mine



My Life Would Suck Without You



Halo & Walking on sunshine



It's my life & Confessions




Extras!
Vocal Adrenaline - Rehab



Vocal Adrenaline - Bohemian Rhapsody



Vocal Adrenaline - Another One Bites the Dust

12.10.10

Vicky, Cristina, Barcelona


 Duas melhores amigas americanas passam o verão na encantadora cidade espanhola de Barcelona. Esse filme de Woody Allen conta exatamente essa história. Vicky (Rebecca Hall) é uma estudiosa da cultura catalã e Cristina (Scarlett Johannson) viajam para a Espanha nas férias, onde conhecem o sedutor artista plástico Juan António (Javier Bardem), que deseja conquistar as duas. Ele as leva até a pequena cidade de Oviedo, onde quase conquista Cristina, mas por causa de uma úlcera, acaba dormindo com Vicky, cujo noivo a espera em Nova York.
 De volta a Barcelona, Cristina e Juan António começam uma espécie de relacionamento, vão até morar juntos. Mas a ex-mulher do pintor (Penélope Cruz, ganhadora do Oscar) tem sérios problemas e recorre à ajuda do ex-marido.
 "Um amor só pode ser romântico se for incompleto" - essa é a justificativa dada pelo pintor para o desastre do seu casamento. Juan e a esposa chegam à conclusão de que Cristina era o que faltava em seu amor. Dessa maneira os três estabelecem um relacionamento a três.
 Woody Allen consegue incluir a cidade como os lados que unem os vértices desse atípico triângulo amoroso Viky - Juan Antonio - Cristina, que inclui Maria Elena em algum lugar que não dá para definir ao certo. O narrador, abominado por roteiristas, consegue expressar com simplicidade informações que a câmera não conseguiria captar.
 Um filme redondo e muito interessante. Gostei mesmo desse filme, que consegue ser muito delicado às vezes, apesar da ironia típica do diretor. 
 A cena que eu mais gostei do filme, delicada e caliente:

10.10.10

Uma família sem inocentes


 Esse filme de 2007 com a problemática Lindsay Lohan e Jane Fonda, conta a história de Rachel (Lindsay), uma jovem com problemas com drogas e álcool, que é levada pela mãe Lilly (Felicity Huffman) para morar com a avó Georgia (Jane) em uma cidade do interior de Idaho.
 Na pequena cidade, ela acaba contando ao veterinário/médico Simon, que era abusada sexualmente pelo padrasto. A partir daí a trama se desenvolve em um jogo da garota alternando entre "sim" ou "não" à pergunta: ele de fato abusou dela?
 A conclusão a que chegamos é a de que não há santos na história. Ninguém na família possui alguma estabilidade: a mãe é alcoólatra e a filha segue os mesmos passos. Ao que parece, Georgia é a única pessoa equilibrada, logo ela que parece ser a mais louca de todas.
 É uma película sobre o relacionamento em família. Bem conduzida, mas com defeitos na narrativa, que chega a ficar chata. Não é bom o suficiente para fazer alguém se levantar do sofá e alugá-lo, mas os diálogos, sempre recheados de outros sentidos, valem uma parada durante o zapping.
 O nome oficial do filme é "Georgia Rule". A direção é de Garry Marshall (Idas e vindas do amor, O Diário da Princesa).

9.10.10

Diários do Vampiro

Capas dos dois primeiros volumes da série "Diários do Vampiro", publicados pela editora Record.

 A estadunidense Lisa Jane Smith publicou em 1991 a trilogia "Diários do Vampiro", que quase 20 anos depois inspirou muito superficialmente a série de tv "The Vampire Diaries". O superficialmente que eu usei, nesse caso, é extremamente positivo para o seriado, que é muito melhor do que o livro justamente por ser tão diferente dele.
Elenco do seriado "The Vampire Diaries": Stefan (Paul Wesley), Elena (Nina Dobrev) e Damon (Ian Somerhalder).
 Ambos contam a história de Elena Gilbert, uma jovem estudante do ensino médio de uma pequena cidade do interior do sul dos Estados Unidos, Fell's Church no livro e Mystic Falls no seriado. O amor da jovem é disputados por dois irmãos vampiros, Damon e Stefan Salvatore, que são atraídos por ela por conta de sua semelhança com Katherine, uma vampira por quem ambos se apaixonaram séculos antes.
 A proximidade entre o livro e o seriado acabam por aí. O seriado cria uma teia narrativa muito mais complexa e verossímil do que o livro. O programa de TV justifica a chegada dos irmãos na cidade e a semelhança da protagonista com a antiga paixão dos irmãos.
 O livro é bobo e infantil. Não sei se por culpa do texto integral ou da tradução, feita por Ryta Vinagre, a mesma tradutora de Crepúsculo. A obra de Meyer e Smith se tangenciam não apenas no nome da tradutora. Há um número inacreditável de detalhes parecidos nos dois livros. Mas Meyer não poderia nunca ser acusada de plagiar ou copiar o seriado, uma vez que apenas pega o que é bom no livro da copatriota e coloca em uma obra inifitamente melhor, mas ainda assim muito ruim.
 Acho que deixei claro o quanto não gostei do livro. A conclusão final é que apesar de muito ruim, o livro pode ser muito divertido, mas a leitura é inútil uma vez que o seriado é superior em todos os sentidos.

4.10.10

O nome dele é Hubert, mas acho que ele sou eu


 Sabe quando você assiste a um filme e se identifica com cada ação da personagem a ponto de achar que o filme é sobre você? É mais ou menos assim como o filme canadense Eu matei a minha mãe, do diretor e protagonista de 17 anos já ganhador em Cannes Xavier Dolan.
 É assustador o talento dele. O filme é quase impecável, a não ser por um deslize ou outro do roteiro, uma cena ou outra que foge ao realismo do resto do filme e um enquadramento que incomoda às vezes, mas é parte do estilo do diretor.
 Hubert é jovem e vive com sua mãe, com quem tem sérios problemas de relacionamento. O título do filme vem do fato dele dizer a uma professora logo no começo do filme que sua mãe havia morrido, o que não é verdade. Ele estabelece com essa professora uma relação de compreensão, já que ela também não se dá com o pai.
 Sua mãe acaba descobrindo a sexualidade do filho por um comentário desajeitado da sogra do garoto, que não sabia que o fato era segredo.
 O filme se desenvolve ao redor da relação mãe-filho, que nada tem de diferente da maior parte das famílias. Xavier acerta exatamente por retratar tão bem essa relação, de maneira tão realista e, ao mesmo tempo, com um punhadinho de idealização.
 Gostei muito. Cheguei a chorar sozinho no cinema. Vale muito a pena ver.

3.10.10

A onda verde

 Não entendo muito de política, é evidente, mas acho que tivemos um avanço incrível nesse 3 de outubro. Nasci em 93, portanto, sou um pouco mais novo do que a democracia brasileira. Das eleições que eu me lembro, foi sempre Lula (PT) X Qualquer outro (PSDB). Agora não tem mais Lula e a Marina mostrou que não existe mais o bipartidarismo da ditadura.
 O Partido Verde costumava ser pequeno, sofreu para conseguir os votos necessários para não ser extinto nas últimas eleições. O partido que quase sumiu conquistou hoje 20% dos votos para a presidência da república.
 A coligação que a apoia a Dilma inclui 10 partidos, a do Serra, 6. Marina está sozinha. Aliás, não está sozinha. Uma considerável fatia do povo brasileiro apoiou as ideias dela.
 Não sei o que isso significa, mas acho que significa muita coisa. Estou orgulhoso do meu país, por ter mostrado que presta atenção em mais do que é mostrado. Muito orgulho mesmo.

Sábado na Cásper

 Fui ontem fazer uma visita à Faculdade Cásper Líbero, um dos lugares em que talvez eu estude ano passado. O evento se chamava Sábado na Cásper e tinha pequenas palestras para os candidatos aos cursos oferecidos pela faculdade. O palestrante da minha sala foi o Prof. Dr. Silvio Barbosa, um cara muito legal.
 Gostei da visita e fiquei ansioso para estudar lá.

Escolhendo... certo?



 Acordei cedo, uma 8 da manhã, tomei banho, café e fui votar. Tenho 17 anos, portanto, não sou obrigado a votar. Votei porque quis, porque é meu direito, porque é minha obrigação. Depois que votei, fiz questão de segurar no braço da minha avó de 74 anos, que também não é obrigada a votar, e levá-la à sua seção para dar seu voto.
 Votei onde todo mundo sonha votar: uma sala completamente vazia, os mesários estavam até entediados, sem ter o que fazer. A seção da minha avó estava mais cheia, com fila. Ela foi direto para a porta e entrou para votar. Mais um direito seu.
 Vi muita gente reclamar. "Voto obrigatório é uma burrice." e BLÁ BLÁ BLÁ. As pessoas votam com má vontade. Talvez por ignorância, por não conhecer o longo processo que nos levou a esse exemplo de democracia que temos hoje.
 Concordo com quem diz que boa parte dos políticos não presta, mas o fato é que TODOS foram eleitos pelo voto popular. Sem exceção.
 Votei com boa vontade, com meu espírito de dever cumprido. Anulei um dos meus votos para o senado e o voto para deputado estadual, porque não tinha candidato. Melhor fazer isso do que sortear um candidato do monte de papeizinhos jogados na rua e elegê-los.
 Marina Silva, Geraldo Alckimin, Marta Suplicy e Ivan Valente, preparem-se porque terão um eleitor bem chato pegando nos seus pés nos próximos quatro anos.
 Torcer os dedos e esperar o resultado, que deve sair ainda hoje.

1.10.10

Mike Tompkins

Eu publiquei aqui há algum tempo um vídeo de um cara cantando a música da Katy Perry, Teenage Dream. Ele se chama Mike Tompkins, tem 23 anos e fez vários outros vídeos legais, entre eles este que eu vou postar aqui embaixo.
 Aqui o site oficial dele: http://www.mike-tompkins.com/

Expectativas



  A grande geradora das decepções é a expectativa. A gente imagina como a gente quer que algo aconteça e, quando acontece completamente diferente, ficamos tristes, desapontados. Por isso que eu tenho tentado não idealizar demais as situações, mas não dá para mim. Vai contra a minha natureza ultra-romântica.
 Sou meio Werther, assim como o Tom de 500 Dias com ela. Por isso vivo quebrando a minha cara, igual ele no vídeo aí em cima. Não é a coisa mais agradável quando não acontece (a maior parte das vezes), mas o sonho e a esperança de que as coisas sejam como você imaginou fazem valer a pena o "sofrimento".
 Coloquei sofrimento entre vírgulas sagradas voadoras, porque não dá para sofrer de verdade. A desilusão é tão passageira quanto birra de criança. Aliás, quem se desilude não é mais do que uma criança birrenta, porque não conseguiu o que queria.
 Vou tentar segurar minha mente no chão nos próximos dias.

22.9.10

Guerra

Tô cansado dessa história de ficar batalhando numa guerra que não existe. Tô de saco cheio. Bandeira da paz nos próximos 30 dias. Depois, seja o que Deus quiser.

21.9.10

Ciranda



Eu já falei aqui sobre aquele lance de espelhar sentimentos, né? Se você tropeça em alguém sem querer e esse alguém vive falando que você ainda não se recuperou do "acidente", mesmo você estando ótimo, talvez você comece a desconfiar de que quem não tá tão bem assim é ele. É o que eu faria.
 Musiquinha da Lily Allen. Espero que ninguém nunca precise fazer uma serenata com ela pra mim. Fôlego pra semana!

12.9.10

Imagem do dia


 Tem imagens que marcam a gente, né? Essa foi uma das que mais me marcou nos últimos tempos. Um bebê recém-nascido foi encontrado em um banheiro de avião nas Filipinas. O menino nasceu meio perdido, mas acabaram achando-o. Uma boa semana para todo mundo que tá meio perdido, mas vai ter que se achar sozinho. É o meu caso.

Ombudsman

 Curti essa história de ombudsman. Imagina só ganhar um belo salário só para avaliar/criticar a própria empresa?
 Curti mais ainda o que a ombudsman da Folha disse sobre a manchete da edição do último domingo. Você pode ler aqui http://noticias.r7.com/eleicoes-2010/noticias/ombudsman-da-folha-de-s-paulo-acusa-jornal-de-ser-parcial-na-cobertura-eleitoral-20100912.html
A mídia não é imparcial, isso todo mundo já está tão cara quando o Zé Serra de saber. Interessante é a maneira de ser tendencioso tentando não parecer. Lembra aquele comercial clássico da mesma Folha de São Paulo?


 Falando em parcialidade, o Domingo Espetacular da Record, que já mostrou ser um bom jornalístico, está anunciando uma reportagem sobre "o templo mais famoso da Bíblia que vai ser reconstruído em São Paulo". Quem será que vai reconstruir? Eu aposto minhas fichas na Igreja Universal.

9.9.10

Meninos e Meninas - Legião Urbana



 Não tem mau humor que o Renato Russo não consiga fazer passar.

8.9.10

Quero mais tempo, ou não

Vim com um discurso pronto: fim do feriado, retorno à realidade.  Eu já estava com o discurso pronto de que as postagens vão ficar mais raras, porque falta tempo. Só que isso é mentira, é claro. Acho que falta é um pouco de criatividade. Prometo que vou me esforçar para inventar assuntos babacas para comentar aqui. Força.

Comentar direito, né? Esse blog era meio rabugento há um ano atrás. Agora ele é mais simpático. Gosto de simpatia. O que tem me faltado de uns tempos para cá, aliás.

Ando meio rabugento, vou tentar me corrigir. Boa semana de 3 dias para todos nós!

7.9.10

Devagar

Devagar é uma revolução, uma alternativa à nossa obsessão pela velocidade. Você enxerga melhor quando vê as coisas um pouco mais devagar, por exemplo: você repara cada pequeno detalhe quando um vídeo é mostrado em câmera lenta.
 O "Devagar" pode se manifestar em qualquer desenho, objeto, espaço ou imagem que promova artesãos locais, designers locais, sabores locais.
 É uma ideia sem limites. Você pode fazer da maneira que quiser. O "Devagar" trabalha para bater de frente com a vida do "rápido" e o desaparecimento de tradições locais.
 Eu um mundo insano, lotado, é bom para a alma viver melhor, vivendo devagar.

Minha [Des]Inteligência Emocional

 Minha lição de casa do curso de alemão me perguntou como eu lido com as minhas emoções. Como é a tal da minha inteligência emocional. Eu posso ter inteligência em qualquer campo, menos nesse. Não sei gerenciar sentimentos. Sou péssimo nisso. Não sou capaz de gostar pouco das pessoas. Eu me apaixono. O difícil mesmo é desapaixonar. Não vai de jeito nenhum. E eu fico amargando, sofrendo, me iludindo-me a mim mesmo myself. Só fico um pouco mais calmo ao me convencer falsamente de que logo passa. Mas não. Demora... Até chegar outra paixão.

Iraniana Sakineh leva 99 chibatadas por causa de uma fotografia

No portal R7:

A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento, recebeu 99 chibatadas por causa de uma fotografia publicada no jornal britânico The Times em que uma mulher, que autoridades do Irã dizem ser ela, aparece com o rosto descoberto – algo proibido pelas leis islâmicas.


Existe tanta política envolvida nesse caso que até me dá nojo. A mulher é uma criminosa, foi acusada junto com amante de assassinar o marido. A comunidade internacional faz pressão para que ela não seja punida, mas o presidente do Irã quer mostrar quem é que manda no território dele. Um verdadeiro cabo de guerra.

Uma pessoa politizaaaaaada..

 Gosto muito da linha de shows da Band. Principalmente do Polícia24H: tem sangue, tem baixaria, enfim... Há umas duas semanas eu vi este vídeo e até comentei com a Ingrid. Olha só


 Parece que ela não é culta e politizada o suficiente para pagar as próprias contas, né? Eu queria entender em que mundo esse tipo de pessoa vive. Os brasileiros acham que ter um diploma universitário da UNIESQUINA torna a pessoa membro da elite. O fato é que nível superior não faz ninguém ser superior a ninguém. No Brasil, a parcela de pessoas que chegam a esse nível é muito pequena, e essa parcela se sente a última bolacha do pacote. Vê se pode...
 Tem muita gente 'ignorante' e 'alienada' que paga as contas em dia, né? Ela podia ir lavar uns banheiros para aprender algumas coisas.

6.9.10

Tudo diferente


 Tudo muda o tempo todo. A internet mudou a maneira como a gente se relaciona até com os objetos do dia-a-dia, né? AHAHAHA... Achei curiosa e divertida essa imagem.

5.9.10

Amor parisiense



 Um dos vídeos mais perfeitos que eu já vi no youtube.

Pa panamericano



Viciei muuuuuito nessa música!

Todo mundo surtando

 Dizem que o último ano do colégio costuma ser o pior, não só no colégio. Deve ser. Tanta coisa já aconteceu até agora. E ainda tem mais muitas coisas mesmo para acontecer.
 A pressão em cima do vestibular é tipo super hiper mega master blaster ultra gigante. É o ano em que você se toca de uma vez por todas de que está virando adulto MESMO. Não é só o lado bom de ser adulto, o lado ruim chega junto. Sem falar no que a gente sente, né? As emoções ficam a mil. Dá raiva de todo mundo, dá carência, dá pra sentir tudo de uma vez só.
 Meus pais tão quase surtando também. Eu já tinha falado que queria ir estudar em Campinas. Não que eu realmente queira, mas eu tenho vontade de morar sozinho, ter que me virar. Acho que todo mundo nessa idade tem pelo menos um pouco.
 Ontem, numa conversa com meu pai, eu disse que queria morar sozinho, pagar minhas contas, fazer o que eu quiser. Hoje, ele acordou todo sentido. Eu estava ajudando minha mãe com o almoço e ele veio dizer:
 - Está aprendendo a cozinhar para quando for morar sozinho?
 Vê se eu aguento uma dessas... Vida de filho caçula é difícil.

4.9.10

Get outta my way

 Não me pergunte o porquê, mas todo mundo gostou desse vídeo. Eu não assisti até o final, mas acabei aprendendo a gostar da música. :D Bom feriadão para nós, galera.

30.8.10

Para escolher o candidato



 Eu ainda não sei em que eu vou votar, mas vou escolher alguém que não dê a mínima para educação... Não quero privar meus filhos de verem cenas como essas.

28.8.10

Fuvest: Fu...


 Ontem abriram as incrições pra Fuvest. Eu, numa crise de ansiedade, corri para fazer a minha inscrição. Estou devidamente inscrito: Jornalismo Diurno. Tantas coisas passaram pela minha cabeça enquanto eu estava fazendo a inscrição. A primeira é óbvia: será que é isso o que eu quero pro resto da minha vida? Nunca tive tanta dúvida, mas nunca fiz algo com tanta segurança.
 Outras coisas passaram pela minha cabeça também: estou definitivamente me tornando adulto, em pouco tempo eu não vou mais ter os meus melhores amigos por perto, acabou a escola.
 Dá um frio na barriga. Até congela o intestino!

25.8.10

Teenage Dream

Gaiola das Cabeçudas



 Mas uma genialidade do povo do Comédia MTV.

24.8.10

Musiquinhas pra animar

A primeira viralizou esse fim de semana, a outra não viralizou, mas eu gosto e acho que é um pouco parecida.

 
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