Não sei se eu já disse aqui, mas minha mãe é a coisa mais importante do meu mundo. Justo hoje, dia da minha colação de grau do Ensino Médio, me vieram à memória duas histórias que têm a ver com ela e com escola.
Ao contrário de mim, minha mãe nunca foi uma criança muito comportada. Entre as peripécias (que palavra mais fora de moda!) está: passar por baixo da catraca do ônibus e usar o dinheiro da passagem para comprar pintinhos na feira, fazer milhares de cigarrinhos de papel, etc.
Acho que uma das mais divertidas é essa. Não é bem uma história, mas é assim que ela me contou. Na escola em que ela estudava, devia ter mais ou menos uns 11 anos, o uniforme era um jaleco branco, igual aos de professor, médico, enfermeiro, e tal. Ela pegou uma canetinha e escreveu bem grande na parte de trás: “MADE IN BRAZIL”. Ela sabia o que significava? Com certeza não, talvez não saiba ainda hoje; mas é coisa de criança. Coisa de criança que mostra a história acontecendo, né? Historinha da mamãe.
A outra é minha. Dias atrás, minha mãe olhou pra mim e disse: seu cabelo tá parecido com quando você era criança. Quando eu tinha 6 anos, meu cabelo era lisinho igual ao de um índio. Brincando na piscina de bolinhas do colégio, ele acabou se bagunçando e ficando arrepiado. Meus coleguinhas riram, e eu, revoltado, gritei algo equivalente a: “Meu cabelo é uma bosta”. Umas horas depois estava eu tendo, com a minha mãe e a professora, a primeira conversa sobre auto-estima (eu nem sabia o que era isso). Meu cabelo estava parecendo com o meu cabelo de criança esses dias. E eu gosto dele assim.


12:04
Wellington Rafael
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