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29.11.10

Um inimigo imperceptível

A Folha.com noticiou hoje que a AIDS tem se espalhado entre jovens de 13 a 19 anos. Um dado extremamente doloroso.
Doloroso por saber que é uma doença, em boa parte dos casos, evitável. Isso significa que quem se contaminou (pelo sexo), acabou adquirindo o vírus por irresponsabilidade ou descuido.
Mais triste ainda por poder acompanhar na reportagem o preconceito e a discriminação que os jovens afetados pela doença sofrem.
De todas as babaquices, a maior delas é dizer que só quem pega são homossexuais. Os gráficos (também da Folha) mostram que a realidade é beeem diferente.

Andam Dizendo:

26.11.10

O Rio está em guerra, e eu também

Se algum desses guardinhas da internet chatos de plantão ler isso aqui, certeza que vai chiar.
O que está acontecendo no Rio de Janeiro é horrível. Assim como o que aconteceu aqui em São Paulo há quatro anos. Admitir que a bandidagem tome conta assim das maiores cidades do país é inaceitável, mas não adianta ficarmos pensando que tudo vai se resolver. Não existe país sem criminalidade. Não existe Brasil sem criminosos, eles são quase uma classe social à parte da sociedade.
Enquanto a guerra explode lá fora, aqui dentro de mim e de mais milhares de estudantes do país inteiro, explode outro conflito. Domingo agora tem a FUVEST, o maior exame vestibular do país.
Por mais que você saiba que tem boas chances, sempre bate uma insegurança, um medo. Enfim, espero manter a calma e fazer o meu melhor. Vou torcer também para que os outros concorrentes a jornalismo não fiquem tão calmos quanto eu. ;P
Boa sorte para todo mundo ae, galera.

22.11.10

Um emprego, uma prova, um fim de ano, um começo de vida.

Admito que estou meio ausente [mais uma vez]. O fato é que a vida de um adolescente é sempre cheia de acontecimentos. Semana passada entreguei umas duas dúzias de trabalhos, as últimas provas começaram e eu tive aquele entrevista de emprego.

As provas foram fáceis, os trabalhos eu fiz com facilidade e a entrevista correu bem. Comecei hoje o treinamento para, em janeiro, me tornar um teacher.

O que mais me incomodou nos últimos dias é essa proximidade dos vestibulares. Domingo eu prestei Cásper. Acertei 29 das 50 questões, 68 pontos dos 113 que tinha a prova, que estava insanamente diferente.

No próximo final de semana tem FUVEST. Espero ir melhor, espero entrar em uma dessas duas.

É verdade que não é mais obrigatório o diploma para ser jornalista e que não é ele que vai me dizer se eu escrevo bem ou não. Eu estou escrevendo aqui agora, não é? Não preciso de diploma para fazer o que eu mais gosto, mas ele é necessário para eu receber por isso.

Vamos seguindo essa vida louca de vestibulando, estudante e aspirante a trabalhador.

Boa sorte para mim. Boa sorte para todos nós.

18.11.10

Sou rebelde. Sou transgressor.

 Errar só por não saber o que é certo é uma coisa. É ignorância (não no sentido negativo da palavra). Errar sabendo que é errado é transgressão.
 Eu conheço bem as regras de colocação de pronome, mas não concordo com elas. Assim como não concordo com a existência do "tu" e do "vós". Por isso não obedeço a regra. Adoro começar período com pronome oblíquo, uma das melhores sensações do mundo. O risco de violar a chatice da língua.
 Sou rebelde. Sou muito mau.

16.11.10

Comentando os comentários

Nas últimas semanas apareceram alguns comentários no blog. AEEE! VIVA! VIVA!

Queria só agradecer. Atrair comentários é mais difícil do que atrair views. Tem tanta gente legal que só consegue comentário quando alguém discorda.

Enfim, obrigado por dar sinal de vida, quem quer que você seja. E obrigado por ler.

No fim das contas, é isso o que importa, é pra isso que a internet serve: trocar ideias, trocar informações e etc.

Se quiser trocar uns caracteres, estou sempre no http://twitter.com/WellRafael

A gente se vê em outro http… ou nesse aqui mesmo. ;P

Chega uma hora na vida de um homem…

Aliás, chegam várias horas e na vida de qualquer adolescente. O problema é que elas chegam todas juntas! Só de pensar em vestibular, meus neurônios já entram em estado de choque, aí vem formatura, provas da escola, trabalhos. Muita coisa de uma vez só.

Aí eu vou atrás de mais uma hora: o trabalho. Chega na hora na vida de um cidadão em que ele tem que trabalhar. E eu quero trabalhar. Eu preciso trabalhar. Quero ter meu dinheiro e alguma independência que ele traz consigo. Sei que um monte de responsabilidades também vêm, mas acho que estou pronto para começar a lidar com elas.

Vai ser bom para eu amadurecer um pouco mais também.

Recebi hoje dois agendamentos de entrevistas. A vaga: english teacher, ‘cause I know I can do it.

Cruzem os deditos e torçam para mim, porque é amanhã.

Good luck for me.

Uma família bem diferente



O filme Minhas Mães e Meu Pai tem sido apontado por críticos como uma possibilidade aos Prêmios da Academia.
Trata-se da história de uma família incomum: Juliane Moore e Annete Benning formam o casal lésbico Jules e Nic, mães de dois jovens gerados por inseminação artificial.
Quando a filha mais velha Joni (Mia Wasikowska, de Alice) completa 18 anos e está prestes a sair de casa, o irmão Laser (Josh Hutcherson, de Viagem ao centro da Terra) insiste para que ela entre em contato com o doador do esperma.
É aí que entra Paul (Mark Ruffalo, em um papel diferente do que costuma fazer): o doador entra na vida dos jovens e, posteriormente, na das mães.
O grande problema se dá no fato de Paul ser um tiozão de meia-idade sem família, o que faz com que ele adote a família de Nic, que se vê cada vez mais deixada de lado.
O titulo em inglês, The Kids Are All Right (As Crianças estão Bem), seria muito mais apropriado, uma vez que a chegada do doador de esperma afeta muito mais a vida das mães do que dos filhos.
É uma narrativa moderna, que se propõe a retratar relações familiares que passam a compor uma teia complexa, mas não tão problemática que não possa ser resolvida.
As atuações do casal protagonista vêm sido muito elogiadas, a ponto de se cogitar que as duas concorram juntas (e não uma contra a outra) a estatueta de Melhor Atriz do Oscar.
Não vi motivo para tanto alarde. O filme é muito bem conduzido e todo o elenco está muito bem, inclusive a exótica Yaya DaCosta. Enfim, só acho que, se a Julianne Moore não ganhou o prêmio com o seu papel em O Direito de Amar, em que foi muito superior, não há motivos para ela levá-lo com esse filme.
Uma história interessante, divertida e muito bem contada, que vale muito a pena o tempo gasto para acompanhá-la.

15.11.10

Escola é coisa de criança mimada

 Eu sou mimado. Fato indiscutível. Sou filho caçula, 9 anos mais novo do que meu irmão do meio, único filho do relacionamento dos meus pais e fui o netinho/sobrinho mais novo por 8 anos. Mas não é só de casa que vem os paparicos, não.

Não sei bem o porquê, mas as pessoas sempre se preocuparam muito comigo. E sempre cobraram muito de mim também. Eu estava lembrando hoje de uma dessas situações.

Estava tendo umas aulas de teatro no colégio e eu fazia parte. No começo foi muito legal, mas depois foi perdendo a graça, ficando chato, ocupando tempo que eu deveria dedicar a outras coisas. Desisti.

Não fui o primeiro a pular fora do trem, mas (porque fui denunciado por meus amigos) fui chamado pra um particular com o professor. Ele queria uma explicação.

Esse ano também, nunca vi uma professora tão indignada quanto quando eu não fiz a tarefa. Ou as pessoas se assustando quando eu falei um palavrão.

Acho que eu sou meio idealizado por todo mundo. Quem me conhece bem, sabe que eu não sou santo, não sou bonzinho, não sou o perfeitinho.

Não me incomodo com essa imagem, mas me intiriga pensar que ano que vem vai ser tudo diferente. Faculdade é outro ambiente, as pessoas vão formar a imagem a partir do que elas verem dali para frente. Não vai ter professor perguntando o porquê de eu não fazer lição, ou porque eu desisti. É mais ou menos cada um por si.

É claro que vai ter gente que eu conheço há muito tempo, gente que vai pegar no meu pé, gente que não vai deixar barato se eu desistir, mas eu sinto que vai ser diferente.

Vamos tentar amadurecer. São quase três meses até eu ser jogado nesse mundo novo. Será que dá tempo de crescer pra não apanhar?

Veremos.

13.11.10

Mimimeme

Me surpreendi fazendo a pesquisa para esse post. O que eu vou fazer é falar um pouquinho sobre memes.
 Memes, pelo menos no nosso contexto da web 2.0, são aqueles jargões que caíram na boca dos interneteiros por causa, quase sempre, de um vídeo que viralizou. Acabei descobrindo que há uma definição na psiquiatria para meme, é a unidade mínima da memória: uma ideia, um pedaço de uma ideia, uma data, alguma coisa simples de guardar.
 Acho divertida essa história dos memes porque eles são as gírias da moda na internet. Quem está circulando pelas redes/mídias sociais já deve ter esbarrado com um "Cadê o seu Deus agora?" ou "Puta falta de sacanagem!". Enfim, reuni aqui embaixo alguns memes que estão na Botãoteca. É só clicar, ouvir e, quissá, se divertir.
 Auf wiederlesen, amigos!
Botaoteca - Instant Button Serra Comedor
Botaoteca - Instant Button Puta falta de sacanagem
Botaoteca - Instant Button As arveres somos nozes

O povo da WEB

 Sempre quando a gente anda na rua, acaba cruzando com um ser esquisitão. Pode ser um tiozão de conversível que enfia o dedo no nariz, um bêbado loucão que fica dando sinal pros carros, um cara que anda por aí com fones no ouvido e cantando/tocando guitarra imaginária.
 Na internet também tá cheio de gente assim. A diferença é que dá pra ver e passar pra todo mundo ver também. BOOM! Isso é a tal da viralização.
 Tem gente muito louca por aqui mesmo. Os melhores exemplos dessa semana são a famosíssima Tulla Luana, a tia que vai processar o Colheita Feliz e Ângela Bismarchi, a pessoa mais sábia do twitter. Ei-las:




 Platão deve estar contente com toda essa filosofia. Onde quer que ele esteja...

12.11.10

A web, o conteúdo e nós

 Faz muito tempo, pelo menos no meu referencial, mas há uns 5 ou 6 anos, quando eu começava a descobrir a internet, ela era muito restrita. O que se fazia na internet: conversas instantâneas (MSN, ICQ, Bate-papo dos portais), e-mails e acesso a material quase todo escrito.
 A banda alargou e a web deixou de ser um suporte plano para se tornar tridimensional. Em uma mesma tela, você pode ler uma notícia, ver um vídeo relacionado a ela, deixar a sua opinião e convidar outras pessoas para que também discutam sobre o assunto.
 É a democratização da produção de conteúdo. Você não precisa mais ser especialista em cinema para escrever uma resenha. Eu mesmo já escrevi várias sobre filmes que amei e filmes que odiei. Você não precisa mais escrever uma carta para a revista e torcer que ela seja publicada na seção de cartas dos leitores, porque você mesmo tem o poder de torná-la pública. Através de uma mídia social, por exemplo.
 Eu estou chovendo no molhado aqui, porque tudo o que eu disse a Rosana já disse e muito melhor, com o conhecimento de causa de quem bloga há dez anos.
 Só acho importante destacar que, embora a web esteja democratizada para todo mundo que está nela, ela é acessível a uma pequena parte da população, uma elite.
 E tem mais uma porção de questões sobre internet que a gente pode discutir, mas outro dia. Por hoje, vamos só celebrar essa abertura que a web 2.0 proporcionou para a gente.

9.11.10

Todo mundo igual

Existe uma coisa que me assusta muito. É meio que uma homogeneização do comportamento das pessoas. Já repararam como as pessoas tendem a ficar parecidas com a convivência?

Com o tempo, as expressões do rosto passam a ser iguais, a entonação da voz, um monte de coisas. Imagina se acaba virando tudo uma coisa só?

Acho importante lutar pela individualidade. A partir de hoje, inicio a minha campanha pró-individualidade. Vamos inventar nossas caretas, nossas gírias, nosso jeito de ser.

E aí? Como você vai ser?

8.11.10

Eu tava ENEM aí…

Tá ok, a piadinha já encheu. Eu sei, mas é que é verdade… A FUVEST e o Vestibular da Cásper não vão considerar o ENEM, a UNIFESP não tem meu curso. Fiquei me perguntando: pra quê fazer isso?

É uma maratona de paciência, todo mundo tem que concordar. São 180 questões, todas com enunciados gigantescos, pesada na interpretação de texto e nas continhas. Sério, um saco.

Não fui. Preferi ir à minha aula de alemão. Sábado à noite me bateu uma depressãozinha leve. Por vááários motivos:

1. Eu poderia usar o ENEM para entrar em outra federal. UFABC, por exemplo.

2. O ENEM é também um termômetro da qualidade do ensino nas escolas. Fazendo o ENEM, eu ajudo a minha escola.

Agora saiu a notícia do possível cancelamento da prova. Se eles forem reaplicar a prova, espero que eles deixem os que faltaram na primeira fazê-la também. Estarei lá, com toda certeza

5.11.10

Regulando a informação

 Ainda não entendo nada da teoria do jornalismo. Não sei nada de como funciona, mas acredito que existe um certo limite no tráfego das informações. O @DiegoMaia tuitou agora há pouco o link para um blog que pessoas que não concordam com a atitude da Mayara -- aquela do "afogue um nordestino" -- divulgando endereço e telefone de familiares deles.
 Ok, o endereço já está circulando pela internet há horas, mas não é certo ajudar a espalhar essa babaquice, mesmo que você esteja destacando que é uma babaquice. Enfim, eu dei um reply falando isso e ele editou o tweet. Acabei me sentindo meio censor, mas fazer o que né?

A [des]confiança

 É claro que vivemos o tempo todo cercados por pessoas e nos relacionamos com elas, é o que nos torna seres sociais. Mesmo aqueles que vivem isolados em frente a um computador dialogam, à sua maneira, com o ser humano que o cerca.
 Os vínculos que estabelecemos com quem está ao nosso redor são diferentes entre si. De uma maneira muito genérica, há os conhecidos, os colegas, os amigos, e assim por diante. O que faz essa diferenciação são os níveis de conhecimento e confiança.
 O conhecimento vem com o tempo, com a convivência. A confiança é conquistada de outra maneira, envolve outros sentimentos é uma história toda complexa.
 O fato é que não é fácil se conseguir a confiança de alguém. A minha, por exemplo, é artigo de luxo, quase artigo único. E eu me policio às vezes com isso. Confiar em qualquer um nunca é bom, mas ser desconfiado 24 horas por dia também não faz bem pra ninguém.
 Estou escrevendo isso, porque fiquei chateado com alguém que traiu uma confiança que eu custei muito para dar. É mais ou menos como ter medo de avião: quando você começa a acreditar que não tem nada demais, ele entra em uma área de turbulência.
 Isso magoa um pouco, mas eu já estou melhor. E vou tentar blogar mais. Promessa de escoteiro.

 
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