Andam Dizendo:
Admito que estou meio ausente [mais uma vez]. O fato é que a vida de um adolescente é sempre cheia de acontecimentos. Semana passada entreguei umas duas dúzias de trabalhos, as últimas provas começaram e eu tive aquele entrevista de emprego.
As provas foram fáceis, os trabalhos eu fiz com facilidade e a entrevista correu bem. Comecei hoje o treinamento para, em janeiro, me tornar um teacher.
O que mais me incomodou nos últimos dias é essa proximidade dos vestibulares. Domingo eu prestei Cásper. Acertei 29 das 50 questões, 68 pontos dos 113 que tinha a prova, que estava insanamente diferente.
No próximo final de semana tem FUVEST. Espero ir melhor, espero entrar em uma dessas duas.
É verdade que não é mais obrigatório o diploma para ser jornalista e que não é ele que vai me dizer se eu escrevo bem ou não. Eu estou escrevendo aqui agora, não é? Não preciso de diploma para fazer o que eu mais gosto, mas ele é necessário para eu receber por isso.
Vamos seguindo essa vida louca de vestibulando, estudante e aspirante a trabalhador.
Boa sorte para mim. Boa sorte para todos nós.
Nas últimas semanas apareceram alguns comentários no blog. AEEE! VIVA! VIVA!
Queria só agradecer. Atrair comentários é mais difícil do que atrair views. Tem tanta gente legal que só consegue comentário quando alguém discorda.
Enfim, obrigado por dar sinal de vida, quem quer que você seja. E obrigado por ler.
No fim das contas, é isso o que importa, é pra isso que a internet serve: trocar ideias, trocar informações e etc.
Se quiser trocar uns caracteres, estou sempre no http://twitter.com/WellRafael
A gente se vê em outro http… ou nesse aqui mesmo. ;P
Aliás, chegam várias horas e na vida de qualquer adolescente. O problema é que elas chegam todas juntas! Só de pensar em vestibular, meus neurônios já entram em estado de choque, aí vem formatura, provas da escola, trabalhos. Muita coisa de uma vez só.
Aí eu vou atrás de mais uma hora: o trabalho. Chega na hora na vida de um cidadão em que ele tem que trabalhar. E eu quero trabalhar. Eu preciso trabalhar. Quero ter meu dinheiro e alguma independência que ele traz consigo. Sei que um monte de responsabilidades também vêm, mas acho que estou pronto para começar a lidar com elas.
Vai ser bom para eu amadurecer um pouco mais também.
Recebi hoje dois agendamentos de entrevistas. A vaga: english teacher, ‘cause I know I can do it.
Cruzem os deditos e torçam para mim, porque é amanhã.
Good luck for me.
Eu sou mimado. Fato indiscutível. Sou filho caçula, 9 anos mais novo do que meu irmão do meio, único filho do relacionamento dos meus pais e fui o netinho/sobrinho mais novo por 8 anos. Mas não é só de casa que vem os paparicos, não.
Não sei bem o porquê, mas as pessoas sempre se preocuparam muito comigo. E sempre cobraram muito de mim também. Eu estava lembrando hoje de uma dessas situações.
Estava tendo umas aulas de teatro no colégio e eu fazia parte. No começo foi muito legal, mas depois foi perdendo a graça, ficando chato, ocupando tempo que eu deveria dedicar a outras coisas. Desisti.
Não fui o primeiro a pular fora do trem, mas (porque fui denunciado por meus amigos) fui chamado pra um particular com o professor. Ele queria uma explicação.
Esse ano também, nunca vi uma professora tão indignada quanto quando eu não fiz a tarefa. Ou as pessoas se assustando quando eu falei um palavrão.
Acho que eu sou meio idealizado por todo mundo. Quem me conhece bem, sabe que eu não sou santo, não sou bonzinho, não sou o perfeitinho.
Não me incomodo com essa imagem, mas me intiriga pensar que ano que vem vai ser tudo diferente. Faculdade é outro ambiente, as pessoas vão formar a imagem a partir do que elas verem dali para frente. Não vai ter professor perguntando o porquê de eu não fazer lição, ou porque eu desisti. É mais ou menos cada um por si.
É claro que vai ter gente que eu conheço há muito tempo, gente que vai pegar no meu pé, gente que não vai deixar barato se eu desistir, mas eu sinto que vai ser diferente.
Vamos tentar amadurecer. São quase três meses até eu ser jogado nesse mundo novo. Será que dá tempo de crescer pra não apanhar?
Veremos.
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Existe uma coisa que me assusta muito. É meio que uma homogeneização do comportamento das pessoas. Já repararam como as pessoas tendem a ficar parecidas com a convivência?
Com o tempo, as expressões do rosto passam a ser iguais, a entonação da voz, um monte de coisas. Imagina se acaba virando tudo uma coisa só?
Acho importante lutar pela individualidade. A partir de hoje, inicio a minha campanha pró-individualidade. Vamos inventar nossas caretas, nossas gírias, nosso jeito de ser.
E aí? Como você vai ser?
Tá ok, a piadinha já encheu. Eu sei, mas é que é verdade… A FUVEST e o Vestibular da Cásper não vão considerar o ENEM, a UNIFESP não tem meu curso. Fiquei me perguntando: pra quê fazer isso?
É uma maratona de paciência, todo mundo tem que concordar. São 180 questões, todas com enunciados gigantescos, pesada na interpretação de texto e nas continhas. Sério, um saco.
Não fui. Preferi ir à minha aula de alemão. Sábado à noite me bateu uma depressãozinha leve. Por vááários motivos:
1. Eu poderia usar o ENEM para entrar em outra federal. UFABC, por exemplo.
2. O ENEM é também um termômetro da qualidade do ensino nas escolas. Fazendo o ENEM, eu ajudo a minha escola.
Agora saiu a notícia do possível cancelamento da prova. Se eles forem reaplicar a prova, espero que eles deixem os que faltaram na primeira fazê-la também. Estarei lá, com toda certeza

