Dizem que toda cerimônia do Oscar que se preze tem que ter um bom longa inglês brigando pelas principais estatuetas. Em 2011, essa vaga está ocupada por O Discurso do Rei, que se tornou o favorito na disputa, deixando para trás A Rede Social.
O filme conta a história do Duque de York, que se torna o Rei George VI pouco antes do início da Segunda Grande Guerra. Ele assume o trono depois da morte do pai e da renúncia do irmão mais velho.
O enredo se concentra em sua gagueira, que o coloca diante da questão: Como inspirar confiança no povo sem ter firmeza ao discursar?
Após fazê-lo passar por todos os tipos de terapia, sua esposa encontra uma espécie de fonoaudiólogo sem credenciais, Lionel Logue, que acaba se tornando um grande amigo do monarca.
O grande alvoroço sobre esse filme talvez esteja no fato de que ele reúne técnica suficiente para torná-lo artístico sem resultar pretensioso ou chato. Os maiores responsáveis pelo sucesso são, provavelmente, o elenco e a trilha sonora, que se destacam na lista de grandes qualidades desta produção do diretor Tom Hooper (da minisséria John Adams).
O filme ainda traz diálogos brilhantes, enquadramentos inconvecionais mas não inconvenientes e bela fotografia, tradicional de filmes de época.
Destaque especial para Colin Firth, que provavelmente vai ganhar o Academy que deveria ter recebido no ano passado por O Direito de Amar, Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush, por quem é difícil ter simpatia, mas que consegue conquistar o público.


15:35
Wellington Rafael
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