Eu queria escrever um tanto de coisas aqui, mas acho que nada do que eu diga seria melhor do que estes três vídeos do @brunomotta.
Eu queria escrever um tanto de coisas aqui, mas acho que nada do que eu diga seria melhor do que estes três vídeos do @brunomotta.
Assistir a Black Swan é como estar em um sonho, em que você se enxerga como outra pessoa, mas é capaz de sentir o tudo o que acontece com o protagonista.
Com um começo encantador, narra a história da dedicada bailarina Nina, que, depois de muito esforço, luta para conseguir o papel principal da montagem de O Lago dos Cisnes que a companhia em que dança fará. O diretor do filme nos lança, então, para dentro da mente da protagonista.
A mãe, uma ex-bailarina que largou a carreira para tê-la, projeta na “doce menina” a carreira que não pode ter. Por isso, venera e superprotege a filha, a ponto de tratá-la como uma criança de 12 anos, e é exatamente como uma garota dessa idade que a personagem central se comporta.
O diretor da montagem é uma figura controversa. Ao mesmo tempo que se aproxima sexual e emocionalmente de Nina, utiliza seu poder de sedução apenas para despertar os sentimentos de que a bailarina precisa para dançar o Cisne Negro.
Lily é uma bailarina recém-chegada à companhia. Parece amigável, mas faz com que a heroína do filme se sinta ameaçada, com medo de ter seu posto roubado.
O balé a ser encenado conta a história de uma moça inocente transformada em cisne e que teria a maldição quebrada pelo amor verdadeiro. A sua irmã malvada, o Cisne Negro, seduz o príncipe por quem a outra havia se apaixonado.
Nina é a personificação perfeita do Cisne Branco, mas tem problemas em interpretar o Cisne Negro, porque lhe falta malícia, luxúria. A narrativa se desenvolve sobre a guerra da bailarina para alcançar a perfeição nos dois papéis.
O filme tem um razão de existir: descreve de forma singular uma história que não poderia ser contada de outra maneira. O diretor nos puxa para o complexo interior da personagem de Natalie Portman. De maneira sorrateira, ele nos conquista com a promessa da história de uma moça encantadora, mas passa a torturá-la com sua própria consciência, fazendo com que o espectador sinta a dor da protagonista.
Durante o caminhar da película, são apresentados a nós argumentos para julgar a sanidade da bailarina. O que faz essa obra única é a maneira como o narrador nos leva em viagens entre o real e o imaginário, causanfo surpresa e a confusão, tanto em quem assiste quando em Nina.
Black Swan apresenta cenas grotescamente chocantes que são perdoadas por não serem reais. Talvez o excesso de fuga da realidade, como na cena em que nascem asas na personagem principal, seja o único pecado do filme.
A melhor conclusão a se tirar é que, caso Natalie Portman não ganhe o Oscar, não há mais razões para se acreditar no julgamento dos membros da academia.
A estreia oficial nos cinemas brasileiros é dia 4 de fevereiro.
Os últimos dias do ano são decisivos para quem pretende dar uma guinada de 180° na vida. Começam a surgir as promessas, os compromissos. Tudo isso não deixa de ser um indício de que nada vai mudar de fato.
À necessidade de mudança está relacionada uma necessidade de que isso aconteça imediatamente. Mudanças adiadas para o começo do ano são como as dietas marcadas para começar às segundas-feiras, que nunca chegam.
Essa mania de procrastinar acontece por causa do desconforto da mudança. Pode ver que todas as promessas de ano novo são coisas que você não pode deixar de fazer, mas que seria mais confortável continuar fazendo.
Pode mudar o ano quantas vezes você achar necessário, porque geralmente é você quem precisa mudar.
Feliz 2011 para todos nós!
De uns dois dias para cá, já vi um monte de gente falando: “Mas todo mundo esquece como que começou o Natal…”, “Ninguém lembra de Jesus…” e blá blá blá.
OK. Se você é um cristão fervoroso, daqueles que vai sempre à igreja, então com certeza você não deixa o “verdadeiro significado” do Natal passa batido.
O Natal perdeu a sua essência como o aniversário de Jesus, mas teve o seu conteúdo expandido.
Se antes o Natal era apenas uma data religiosa, hoje é um dia para reunir a família, estar com quem a gente ama e selar o ano com uma comemoração cheia de alegria.
Pra quê procurar um significado pra esse feriado que é o mais gostoso do ano? Só pra acaba com a graça dele, né? Seus haters.
Feliz Natal pra todo mundo.
Tive uma professora de português que dizia que escrever doía. Estou quase concordando com ela. Depois de dois anos e meio sem aprender absolutamente nada de redação, estou recebendo ajuda de uma professora fera, que vai me fazer tirar doze na Fuvest; mas bem que um pouquinho de KY não ia fazer mal.
Já são dois dias de estudo pesado, mas pesado leve, porque eu só estudei português até agora. E português eu sei bem. Quero ver como vai ficar quando eu começar a ralar com história, geografia, matemática. Dá até uma gastura.
Boa sorte para mim. Ou não.
Na minha cabeça, tem uma outra ideiazinha nascendo. Espero que dê certo. Mais detalhes depois.
Eu já comentei sobre a minha visita a textos meus antigos, né? Hoje eu visitei mais alguns, que não estão publicados.
Dizem que quando a gente se lembra de algum momento, sente as mesmas emoções daquele instante. Tenho minha desconfiança se isso é fato, mas tenho certeza que se você escrever e depois ler, as mesmas sensações tomam conta de você.
Estava lendo “Precisamos falar sobre o Kevin” e esta passagem me chamou muita atenção:
[...] essa é a natureza do ressentimento, a objeção que não podemos exprimir. É o silêncio, mais que a queixa, o que torna a emoção tão tóxica, como os venenos que o organismo não expele com a urina. (p.10)
Mexi no meu Báu de emoções e acabei achando muito ressentimento. Finalmente consegui dar um nome para essa sensação.
É bom saber os rótulos certos. Ajuda a organizar as prateleiras do coração.
Não sei se eu já disse aqui, mas minha mãe é a coisa mais importante do meu mundo. Justo hoje, dia da minha colação de grau do Ensino Médio, me vieram à memória duas histórias que têm a ver com ela e com escola.
Ao contrário de mim, minha mãe nunca foi uma criança muito comportada. Entre as peripécias (que palavra mais fora de moda!) está: passar por baixo da catraca do ônibus e usar o dinheiro da passagem para comprar pintinhos na feira, fazer milhares de cigarrinhos de papel, etc.
Acho que uma das mais divertidas é essa. Não é bem uma história, mas é assim que ela me contou. Na escola em que ela estudava, devia ter mais ou menos uns 11 anos, o uniforme era um jaleco branco, igual aos de professor, médico, enfermeiro, e tal. Ela pegou uma canetinha e escreveu bem grande na parte de trás: “MADE IN BRAZIL”. Ela sabia o que significava? Com certeza não, talvez não saiba ainda hoje; mas é coisa de criança. Coisa de criança que mostra a história acontecendo, né? Historinha da mamãe.
A outra é minha. Dias atrás, minha mãe olhou pra mim e disse: seu cabelo tá parecido com quando você era criança. Quando eu tinha 6 anos, meu cabelo era lisinho igual ao de um índio. Brincando na piscina de bolinhas do colégio, ele acabou se bagunçando e ficando arrepiado. Meus coleguinhas riram, e eu, revoltado, gritei algo equivalente a: “Meu cabelo é uma bosta”. Umas horas depois estava eu tendo, com a minha mãe e a professora, a primeira conversa sobre auto-estima (eu nem sabia o que era isso). Meu cabelo estava parecendo com o meu cabelo de criança esses dias. E eu gosto dele assim.
substantivo masculino motivo que se declara para encobrir a verdadeira razão de (algo); desculpa, subterfúgio, alegação Ex.: foi embora com o p. de estar com dor de cabeça Locuções a p. de com o objetivo aparente de; com a desculpa de; à conta de.Dicionário Houaiss.
Um dos tópicos mais comentados da internet na semana foram os Wikileaks. O site, fundado por um australiano, tem como objetivo divulgar documentos de interesse público, mas que são mantidos em sigilo por empresas e governos. O problema é que foram publicados comunicados internos entre órgãos do governo norte-americano que expuseram a opinião do governo ianque em relação a diversos outros países, inclusive o Brasil.
O fundado do site foi declarado o inimigo número 2 dos Estados Unidos e caçado sob uma acusação de crime sexual (já que a divulgação de tal conteúdo não é considerada crime).
Aí embaixo você confere alguns posts relacionados ao tema.
Debate sobre crimes na internet, no programa NBlogs da Record News. (Querido Leitor) Coluna Impressão Digital do Jornal Estado de S. Paulo (Trabalho Sujo) Para entender Wikileaks e o surgimento da internet (André Forastieri) O mundo, os hackers e os viquiliques (Olhômetro) Wikileaks: três questões importantes (Pedro Tourinho) E se suas fotos pessoais vazassem na rede? (Querido Leitor) Lula e os wikileaks (Pedro Tourinho) Pede pra sair, Julian! (O Provocador)
Minha (agora ex)professora de biologia disse uma vez que boa parte do que se aprende na escola é só decoreba para o vestibular. O que não deixa de ser verdade. A nossa pergunta de cada dia do ensino fundamental “Pra que eu vou usar isso?” ganha uma resposta pouco convincente no ensino médio “Pra passar no vestibular”.
Não faz muito sentido exigir que as pessoas saibam coisas que não precisariam saber. É claro que conhecer genética é interessante, saber mais sobre o ciclo de vida dos seres vivos, entender como as coisas enferrujam e tal, mas tudo isso não é usual.
Existem tantas coisas mais interessantes que a gente poderia aprender. A escola poderia ser um lugar de discussão, construção de conhecimento e não de decoreba.
Eu disse isso para todos os professores com quem eu falei desde quinta-feira: de tudo o que eles puderam nos ensinar durante o Ensino Médio, a matéria foi o menos importante.
Já passou da hora de rever o modo como o ensino funciona no Brasil, não?

