Acordei cedo, uma 8 da manhã, tomei banho, café e fui votar. Tenho 17 anos, portanto, não sou obrigado a votar. Votei porque quis, porque é meu direito, porque é minha obrigação. Depois que votei, fiz questão de segurar no braço da minha avó de 74 anos, que também não é obrigada a votar, e levá-la à sua seção para dar seu voto.
Votei onde todo mundo sonha votar: uma sala completamente vazia, os mesários estavam até entediados, sem ter o que fazer. A seção da minha avó estava mais cheia, com fila. Ela foi direto para a porta e entrou para votar. Mais um direito seu.
Vi muita gente reclamar. "Voto obrigatório é uma burrice." e BLÁ BLÁ BLÁ. As pessoas votam com má vontade. Talvez por ignorância, por não conhecer o longo processo que nos levou a esse exemplo de democracia que temos hoje.
Concordo com quem diz que boa parte dos políticos não presta, mas o fato é que TODOS foram eleitos pelo voto popular. Sem exceção.
Votei com boa vontade, com meu espírito de dever cumprido. Anulei um dos meus votos para o senado e o voto para deputado estadual, porque não tinha candidato. Melhor fazer isso do que sortear um candidato do monte de papeizinhos jogados na rua e elegê-los.
Marina Silva, Geraldo Alckimin, Marta Suplicy e Ivan Valente, preparem-se porque terão um eleitor bem chato pegando nos seus pés nos próximos quatro anos.
Torcer os dedos e esperar o resultado, que deve sair ainda hoje.