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4.10.10

O nome dele é Hubert, mas acho que ele sou eu


 Sabe quando você assiste a um filme e se identifica com cada ação da personagem a ponto de achar que o filme é sobre você? É mais ou menos assim como o filme canadense Eu matei a minha mãe, do diretor e protagonista de 17 anos já ganhador em Cannes Xavier Dolan.
 É assustador o talento dele. O filme é quase impecável, a não ser por um deslize ou outro do roteiro, uma cena ou outra que foge ao realismo do resto do filme e um enquadramento que incomoda às vezes, mas é parte do estilo do diretor.
 Hubert é jovem e vive com sua mãe, com quem tem sérios problemas de relacionamento. O título do filme vem do fato dele dizer a uma professora logo no começo do filme que sua mãe havia morrido, o que não é verdade. Ele estabelece com essa professora uma relação de compreensão, já que ela também não se dá com o pai.
 Sua mãe acaba descobrindo a sexualidade do filho por um comentário desajeitado da sogra do garoto, que não sabia que o fato era segredo.
 O filme se desenvolve ao redor da relação mãe-filho, que nada tem de diferente da maior parte das famílias. Xavier acerta exatamente por retratar tão bem essa relação, de maneira tão realista e, ao mesmo tempo, com um punhadinho de idealização.
 Gostei muito. Cheguei a chorar sozinho no cinema. Vale muito a pena ver.

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