O filme Minhas Mães e Meu Pai tem sido apontado por críticos como uma possibilidade aos Prêmios da Academia.
Trata-se da história de uma família incomum: Juliane Moore e Annete Benning formam o casal lésbico Jules e Nic, mães de dois jovens gerados por inseminação artificial.
Quando a filha mais velha Joni (Mia Wasikowska, de Alice) completa 18 anos e está prestes a sair de casa, o irmão Laser (Josh Hutcherson, de Viagem ao centro da Terra) insiste para que ela entre em contato com o doador do esperma.
É aí que entra Paul (Mark Ruffalo, em um papel diferente do que costuma fazer): o doador entra na vida dos jovens e, posteriormente, na das mães.
O grande problema se dá no fato de Paul ser um tiozão de meia-idade sem família, o que faz com que ele adote a família de Nic, que se vê cada vez mais deixada de lado.
O titulo em inglês, The Kids Are All Right (As Crianças estão Bem), seria muito mais apropriado, uma vez que a chegada do doador de esperma afeta muito mais a vida das mães do que dos filhos.
É uma narrativa moderna, que se propõe a retratar relações familiares que passam a compor uma teia complexa, mas não tão problemática que não possa ser resolvida.
As atuações do casal protagonista vêm sido muito elogiadas, a ponto de se cogitar que as duas concorram juntas (e não uma contra a outra) a estatueta de Melhor Atriz do Oscar.
Não vi motivo para tanto alarde. O filme é muito bem conduzido e todo o elenco está muito bem, inclusive a exótica Yaya DaCosta. Enfim, só acho que, se a Julianne Moore não ganhou o prêmio com o seu papel em O Direito de Amar, em que foi muito superior, não há motivos para ela levá-lo com esse filme.
Uma história interessante, divertida e muito bem contada, que vale muito a pena o tempo gasto para acompanhá-la.


03:30
Wellington Rafael
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