Eis que Josias decidiu levar um grupo de crianças carentes de um morro em que ele faz trabalho voluntário lá na Cidade Maravilhosa ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Crianças pequenas, 6 ou 7 anos no máximo. Todas muito pobres, vivem no Rio de Janeiro, mas, assim como os paulistanos, levariam uma hora para ir de casa até a praia.
Estavam lá no museu, “observando” as obras do acervo e tal, quando Josias percebeu que as crianças se empilhavam em cima de uma janelinha que dava vista para o lado de fora do museu.
Querendo saber o que acontecia, ele foi até elas e descobriu o motivo de elas estarem tão agitadas.
- Olha, tio. Olha, tio. O mar!
Aquelas crianças nunca tinham visto o mar. Moram no Rio de Janeiro, uma cidade conhecida mundialmente pela beleza de suas praias, a terra da garota de Ipanema que caminha num doce balanço a caminho dele. Elas não o conheciam.
O mar pode estar bem na nossa frente. É possível que alguém esteja pulando, sinalizando, gritando para fazer com que nós vejamos o mar. E nós simplesmente nos recusamos.
Aquelas crianças nunca tiveram a oportunidade de ver o mar. Vamos deixar cuidado para não ignorar o mar, que está bem na nossa frente.


05:00
Wellington Rafael
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