Quando eu for um pouco mais velho, vou parar e revisitar as memórias do que estou vivendo agora. Acho que vou ficar bastante contente. Os dois últimos anos foram importantíssimos para eu aprender algumas lições que eu quero dividir.
1. Todos têm seus direitos e eles devem ser respeitados acima de tudo. O grupo TUMM (primeira foto) trabalha exatamente com isso. Eu fui até lá discutir sexo e gravidez na adolescência; estava pronto para ouvir eles falando sobre conscientização de métodos contraceptivos, evitar fazer sexo com qualquer um e todo esse 'blá!blá!blá!' que a gente já cansou de ouvir.
Só que quando eu cheguei lá, a surpresa: os folhetos que eles distribuem (pena eu não ter encontrado os que eu peguei :/) falam sobre direitos. Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Eu, você, o Bill Gates e a tiazinha que cata latinhas temos direito de fazer sexo e de termos filhos quando bem entendermos. Eles tentam dar aos jovens consciência de como usar esses direitos.
2. Conhecer outras realidades nos faz crescer muito. Ajudar meninas carentes de 7 a 9 anos a aprenderem a ler a escrever foi uma experiência magnífica. Eu doei o mínimo do meu conhecimento e recebi de volta uma montanha de carinho, agradecimento e sabedoria. Lidar com as diferenças (os alunos do colégio particular com as meninas pobres, muitas vezes filhas de catadores de cana) me fez querer agradecer pelo que eu tenho e que é pouquíssimo comparado com alguns, mas é muito comparado ao que essas meninas podem ter.
3. A distância não destrói nada se for de verdade. Estar a mais de 200km não faz você deixar de ser amigo de ninguém. Não se essa amizade for verdadeira. Alguns laços se rompem, é claro, mas outros novos são construídos.
4. Mudanças e diferenças são deliciosas. Conviver com pessoas diferentes de você (no jeito de ser mesmo) é gratificante. Conhecer novas pessoas e novas situações faz com que sua mente seja aberta e você se torne mais liberal, mais tolerante e muito mais feliz.
Essas foram só algumas das lições, as outras a gente divide depois. O melhor é que, depois de mais dois anos da minha adolescência, eu vejo o quanto eu mudei e o quanto eu ainda continuo o mesmo. Mudar é fantástico, não é?
Pra fechar, uma música que eu lembrei enquanto escrevia.


14:28
Wellington Rafael
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