A igreja de Nossa Senhora do Paraíso fica na Vila Mariana, quase do lado da estação Paraíso do metrô. Descobri isso esses dias. Voltando do trabalho, dentro do ônibus vi a construção ali apertadinha entre dois prédios.
A igrejinha é muito bonita. Merecia mais atenção. Eu mesmo só notei que ela existia depois de passar em frente umas duas ou três vezes. Ali, espremida entre dois prédios, perdida no labirinto de arranha-céus que é a região da paulista. Acho que, no final das contas, a situação dela é a de todos nós, os paulistanos.
Quem pega metrô na Sé sabe bem o que eu estou dizendo. Não tem como não se sentir pequeno no meio daquela multidão suada que se empurra para entrar/sair do vagão.
Não tem como não se sentir pequeno ao andar pelo centro da cidade e cruzar com a galera da crackland. Não tem como não se sentir pequeno ao olhar os mendigos imundos deitados no chão próximos ao terminal Lapa.
No fim das contas, a cidade é uma mar de igrejinhas. São 20 milhões de igrejinhas, todas espremidas umas nas outras.
O paulistano é pequeno. Menor do que os habitantes de outras cidades, porque a cidade é grande demais. As belezas são grandes demais e, principalmente, as feiúras da cidade são grandes demais.
São Paulo é maior do que a gente pode imaginar.


14:36
Wellington Rafael
0 comentários:
Postar um comentário