Estou tentando voltar a escrever como escrevia antes: por gosto. Não que eu não escreva por gosto agora, mas eu costumava escrever (narrativas) só por poder produzir, pra me expressar, pra tentar desenhar o que eu sentia.
Para voltar a fazer isso, eu ressucitei meu perfil no Portal Literal. Escrevi um diálogo/crônica falando sobre relacionamentos (o fim deles) na vida contemporânea. Era para ser engraçado, mas uma das pseudointelectuais que circulam por lá fez uma análise profunda sobre a dor de terminar um romance. Vai entender…
Pensei então em escrever algo sobre a minha vida. Não de fato sobre a minha vida. Adaptar uma experiência à narrativa. Não consegui.
É muito fácil falar da vida quando não é da sua, não é verdade? Seja por fofoca ou com fins literários a vida é muito difícil de ser explicada. Acho que é por isso que os autores escrevem romances auto-biográficos utilizando alter-egos.
A vida é perfeita demais para literalizarmos-la. Não existem palavras, não existem sentimentos que possam descrever como a vida soa para nós.
Eu posso narrar uma garota qualquer tomando um sorvete, mas eu não consigo descrever como eu me sinto ao fazer o mesmo.
É estranho, é frustrante. Não consigo confiar na minha memória. Parece que as coisas vão acabar sumindo de uma hora para outras. E algumas coisas são tão diferentes, tão deliciosas que eu tenho vontade de guardá-las em um texto, mas eu não consigo.
Fazer o que, né?


17:33
Wellington Rafael
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