Andar de ônibus é horrível, não é? Principalmente quando ele está lotado, cheio de gente voltando do trabalho fedendo e tal. Vamos tentar ver o copo meio cheio. Se viajamos todos os dias com cerca de 40 pessoas completamente diferentes de nós, conhecemos mais de 200 pessoas novas por semana. E tem todo tipo de gente: rip, pop, punk, mano, vovozinha, criança, gay, lésbica etc.
Esses dias eu vi uma moça muito bonita no ônibus. Muito bonita mesmo. Perfeita: sorriso branquinho e no lugar, nariz delicado, cabelo bem ajeitado, corpo em dia e tal. Juro que passei boa parte do caminho a olhando. Talvez ela até tenha notado (Shame on me!)
O problema foi quando ela arrumou um lugarzinho pra se sentar e ficou com os seus pés balançando… Ela tinha um dedão estranho. Muito estranho. Nojento. Todo meu encantamento pela moça acabou na hora.
É estranho o quando a gente se concentra em coisas pequenas, né? A pessoa pode ter todas as qualidades possíveis e imagináveis que a gente sempre vai olhar só o defeitinho bobo. Me sinto mal por dizer isso, mas o dedão acabou com a minha princesa do ônibus.
Quem sabe amanhã eu não encontre alguém ainda mais interessante?


07:00
Wellington Rafael
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