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22.2.10

Eutanásia, amor e coragem – o caso de um jornalista britânico

Poucas notícias me chocaram tanto até hoje. Na manhã da terça-feira passada, o jornalista da BBC Ray Gosling confessou um assassinato durante um programa ancorado por ele que falava sobre pessoas à beira da morte. O vídeo da confissão é este:

Gosling foi preso e libertado após o pagamento de fiança.

A Eutanásia é o direito de se abreviar a vida de uma pessoa que sofre de uma doença terminal. Casos de câncer e pessoas em estado vegetativo, por exemplo. É um dos assuntos em debate nos fóruns de Bioética e Ética da Medicina.

Passei a admirar o jornalista de quem eu nunca havia ouvido falar. Principalmente pela coragem que ele teve.

Ray é um homem que lutou, durante seus 71 anos, por uma causa em que acreditava – uma causa muito polêmica: o direito dos homossexuais.

O apresentador teve coragem de assassinar alguém que ele amava para livrá-lo da dor.

Ele confessou para todo o mundo que matou seu amante (gay) que era portador de AIDS.

Ele não perdeu a sua dignidade.

Admiro-o porque ele admitiu muitas coisas que pouquíssimas pessoas têm coragem de admitir e não perdeu a sua dignidade. Um jornalista digno e de coragem: eis a fórmula para o sucesso.

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