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29.7.10

A vida não é um filme. Que pena...

 Se a vida pudesse ir sendo dividida em pequenos filmes, teríamos chegado nesta madrugada ao final feliz para Cissa Guimarães e sua família. Na última noite, um grupo grande de pessoas foi até o túnel -- que estava em manutenção -- onde Rafael Mascarenhas foi atropelado para prestar homenagens ao rapaz. A banda em que ele tocava e seu pai tocaram músicas em sua homenagem, a mãe fez um grafite com o nome do filho na parede do túnel, e pessoas anunciaram que iriam pedir que o túnel passasse a ter o nome do jovem. Se fosse no cinema, o diretor colocaria uma música com tom de esperança e otimismo; os créditos subiriam com pessoas sorrindo e tendo fé no amanhã.
 O problema é que neste lado da tela onde vivemos, o drama não acaba. Enquanto a história de Eliza Samúdio seria um blockbuster cheio de mentiras, suspense e reviravoltas, o caso de Rafael Mascarenhas é um daqueles filmes que não trazem adrenalina, mas tem algo além da própria narrativa.
 A história desse jovem um pouco mais velho que eu é uma alegoria para a irresponsabilidade de alguns motoristas, o pilantrismo de alguns policiais e até mesmo da imprudência de meninos que andavam de skate em um túnel em plena madrugada.
 Espero que esse não seja o fim dessa história e que os culpados sejam responsabilizados.

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