Imagem: Marcos de Paula / AE
Início do ano, alagamentos e deslizamentos causados por fortes chuvas acabam com a vida de centenas de pessoas. Esse ano, um destaque especial para a região serrana do estado do Rio de Janeiro. Famosos se mobilizam, o governo promete investimentos para evitar novas tragédias no local. Todo mundo chora, todo mundo lamenta, mas o fato de que a tragédia era anunciada foi esquecido pela maior parte das pessoas.
O jornalístico regional SP Record costuma entrar em férias no mês de janeiro, mas sempre acaba voltando em edição especial para cobrir as enchentes. Um esforço meio imbecil tirar o programa do ar, já que a sua volta é tão garantida quanto as enchentes que vão ocorrer na cidade de São Paulo e em outras regiões do país.
As tragédias são sempre algo para se lamentar. Não podemos (até porque seria politicamente incorreto) culpar as pessoas que morreram. Entretanto, não seria muito difícil prevenir algumas mortes, mesmo de seus familiares. Todo mundo já está careca de saber que, em janeiro, inicia-se a temporada de temporais, ou seja, todo ano tragédias como essa ocorrem, só não é possível adivinhar onde ela será mais intensa desta vez. Morros e baixadas são os lugares em que mais ocorrem, respectivamente, deslizamentos e alagamentos. Emitir um alerta para que as pessoas que moram nessas áreas e tiverem como possam ir para outras regiões não custaria muito caro.
Por que os governos não fazem isso, então? Porque eles não esperavam chuvas tão fortes. Bullshit. Ora, qualquer pessoa sabe que todo ano sempre chove mais do que esperado. Não sou especialista em nada, nem quero dar palpites errados, mas será que os metereologistas não andam esperando chuva de menos? Minha avó, minha mãe e até meu primo de 8 anos conseguem, só de olhar para o céu, saber se a chuva que estar vindo vai ser daquelas ou não.
Desculpas, desculpas e mais desculpas. A temporada de chuvas, mais do que trazer tragédias, traz um novo repertório de desculpas e falsas promessas. Janeiro logo logo termina, as chuvas em breve vão diminuir a força, para voltar com tudo ano que vem, sempre mais intensas do que se esperava. Espero que as expectativas comecem a corresponder com a realidade em 2012.


06:05
Wellington Rafael
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