Recebi o link de um texto chamado “Estabilidade inquestionável da internet”, que manda para um post do famigerado @Cardoso. Se eu não tiver entendido errado, ambos discutem a relação entre a liberdade de criação e a qualidade do conteúdo na internet.
Pode parecer exagero (e talvez seja, mas só teremos certeza nos próximos anos), mas a internet é um fator de mudança na maneira como o mundo é visto e interpretado. A humanidade já encarou vários desses fatores: surgimento das grandes navegações, descoberta de carvão e petróleo como fontes de energia, a energia elétrica, o rádio, a imprensa… Dessa vez, entretanto, a mudança parece ser mais intensa e intereferir nas vidas de pessoas de todo o globo.
Há alguns anos, você precisava pagar muito caro para falar por alguns minutos com alguém que estivesse em outro lugar do mundo. Há não muito tempo, a sua opinião sobre certo assunto ficaria restrita ao seu grupo de amigos; a menos que você dispusesse de meios para torná-la pública (através de rádio, jornal ou tv, os meios de comunicação de massa).
A internet mudou esse cenário drasticamente. Hoje podemos conversar com pessoas que estejam do outro lado do mundo gratuitamente por serviços como Skype ou Windows Live Messenger. Nem mesmo nos desenhos futuristas dos anos 60 – Jetsons, por exemplo – imaginavam que seria possível acompanhar 24H por dia o que se passa na cabeça de uma pessoa (é o que acontece com o Twitter). Mais do que facilitar a comunicação entre pessoas, a chamada Web 2.0 promoveu a democratização total da expressão. Qualquer pessoa pode publicar sua opinião sobre um filme, um livro, um acontecimento. Essa nova maneira de encarar a internet também acelerou as informações: uma notícia é colocada on-line praticamente simultânea ao seu acontecimento.
É nesse ponto que o meu discurso e os textos linkados dialogam. Se qualquer pessoa pode publicar conteúdo na internet, então é provável que haja muita coisa ruim on-line. Se as notícias precisam ser dadas com mais velocidade, perde-se tempo na apuração, na investigação das informações. Surgem aí os hoaxes, os boatos e o medo de que as mídias antigas sejam substituídas.
O risco de se ter acesso a conteúdo de péssima qualidade é gigantesco. Depende da sua fonte de informação. O primeiro passo, então, é buscar em fontes confiáveis. Sites de grandes jornais e grandes portais de internet são boas fontes. O segundo passo é ter a capacidade de separar o joio do trigo. Em um dos textos que eu linkei dá o exemplo do Jornal do Brasil, que passou de boa fonte de comunicação a um portal que perdeu quase toda a qualidade e o prestígio. Um contraponto é o portal do jornal Estado de S. Paulo: além do conteúdo corriqueiro do jornal, eles contam com um excelente time de blogueiros, como o Marcelo Rubens Paiva e Antonio Prata (escritores do papel que passaram para o mundo digital).
O meu ponto é: a internet contém coisas fantásticas e coisas medonhamente ruins. Cabe a cada internauta fazer o juízo de valor a partir do conteúdo que acessa. Se achar interessante, relevante, divertido, repassa pelo twitter, pelo blog, pelo Tumblr; se não, ALT + F4 e seja feliz!


13:49
Wellington Rafael
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